Venda de casa de programa social, anunciada em grupo, provoca revolta de itaitubenses

Residência do programa Minha Casa Minha Vida estava sendo anunciada para venda no facebook; Saiba quais as consequências para a família; Veja também o que a família disse ao Giro.

Postado em: 8 de agosto de 2018, às 20:58hs

Casa colocada à venda no residencial Wirland Freire.

O anuncio da venda de uma casa do residencial Wirland Freire, do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, vem causando polêmica após publicação em um grupo de vendas no facebook.

O Giro entrou em contato com a família que mora na residência envolvida. Em conversa com uma das moradoras, apuramos que a família vive desde o lançamento do residencial, há cerca de quatro anos. A postagem no facebook foi feita pelo filho da proprietária.

Ainda segundo a família, o motivo da venda é devido estarem mudando de cidade “Não dá mais pra gente morar aqui” disse a filha da proprietária. Ela disse também que não sabia que era proibida a venda, mas que mesmo assim não procurou se informar com os órgãos competentes.

Sobre a polêmica, a filha relatou que não estava sabendo de nada até aquele momento, provavelmente não acompanhou as centenas de comentários na postagem, e também os milhares de compartilhamentos em grupos de whatsapp.

“Estamos todos revoltados com esta situação, não é a primeira, nem será a última vez. Tanta gente que necessita de uma casa dessa e nunca ganhou. É revoltante!” – Disse uma internauta ao Giro

O Giro conversou também Kelen Pinheiro, que faz parte do setor de habitação da prefeitura de Itaituba. Ela disse que as casas não podem ser alugadas, vendidas ou cedidas, até que seja completamente quitada, ou seja, no prazo mínimo de 10 anos.

A família será notificada oficialmente pelo setor de Habitação, um relatório será enviado para a CAIXA Econômica de Santarém que irá realizar uma vistoria para apurar os fatos e assim tomar as devidas providência.

Questionada sobre os procedimentos que a família deveria ter tomado, com relação a mudança, Kelen disse que um contrato de desistência teria que ser solicitado pela família, já que centenas de pessoas esperam na fila para serem beneficiadas, assim a casa seria devolvida para o município, e em seguida outra família seria selecionada.

Fonte: Portal Giro

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