Uma investigação está sendo conduzida pela Polícia Civil em Santarém, no Pará, contra um odontólogo acusado de abuso sexual contra uma menor de 12 anos. O crime teria ocorrido dentro do consultório particular do acusado, em dezembro de 2022.
A irmã mais velha da menor denunciou o odontólogo, identificado como Wanderly Lopes de Sousa, à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e Adolescente (Deaca). O delegado Alexandro Napoleão está à frente das investigações, que estão sendo conduzidas em sigilo.
Segundo a denúncia, o odontólogo teria sedado a menor, sob o pretexto de extrair-lhe um dente, e depois teria se masturbado e ejaculado no rosto do paciente. Ela, ao despertar, foi ainda, sob ameaça, obrigada a engolir o sêmen do dentista.
Assim que chegou em sua residência, a menina detalhou todo o abuso sofrido à sua irmã mais velha. Que, embora a tenha acompanhado até o consultório, teria sido impedida por Wanderly de entrar na sala de procedimentos odontológicos.
Outro caso
Essa é a segunda denúncia de abuso sexual feita contra Wanderly Sousa. Em 2020, quando ainda era estudante de odontologia em uma faculdade privada de Santarém, ele teria abusado de um menor de idade. O caso está sendo investigado sob sigilo pela Justiça desde então.
O abuso sexual de 2022 já foi comunicado ao CRO (Conselho Regional de Odontologia) do Pará. Na entidade, Wanderly Sousa é registrado desde janeiro de 2022. Seu cadastro é PA-CD-10458, sendo PA a sigla de Pará e CD, as iniciais de Cirurgião Dentista.
A defesa do odontólogo afirmou que só foi notificada sobre o caso nesta terça-feira (17) e que ainda não teve acesso ao inquérito.
“Não tive acesso ao inquérito, por isso não posso ainda me manifestar sobre o caso”, explicou o advogado Marcos Roberto Nadalon.
E informou que ele irá à Deaca para tomar conhecimento das investigações, ler os depoimentos já coletados pela polícia e, só então, conversar com seu cliente sobre as acusações que lhe foram feitas neste caso.
Estupro
O STF (Supremo Tribunal Federal), em julgamento de um caso similar em 2018 no Rio de Janeiro, enquadrou o réu em estupro de vulnerável, pois ato libidinoso com uma pessoa menor de 14 anos, caracteriza esse tipo de crime, conforme o artigo 217-A do Código Penal. A pena prevista é de 8 a 15 anos de prisão.