Em até 15 dias, a cidade de Santarém, no oeste do Pará, deve ter uma nova empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e saneamento básico. A informação foi confirmada pela deputada estadual Maria do Carmo (PT) nesta quinta-feira (6). A Águas do Pará, administrada pelo grupo Iguá, foi credenciada pelo Governo do Estado para assumir as operações atualmente sob responsabilidade da Cosanpa.
Segundo a parlamentar, a mudança ocorre em um momento de crise no abastecimento, com diversos bairros enfrentando falta de água há semanas.
“A Cosanpa não está mais assumindo os serviços nem os pagamentos da terceirizada, e a situação se agravou. Mas, felizmente, já há uma definição de que a nova empresa vai assumir oficialmente os serviços em Santarém”, disse Maria do Carmo.
A deputada afirmou que esteve reunida com o secretário da Casa Civil, Luziel Guedes, que confirmou o credenciamento da Águas do Pará. A previsão é que, nas próximas semanas, representantes da concessionária visitem o município para realizar um diagnóstico completo do sistema.
“Eles vão levantar todos os problemas e desafios e, em seguida, apresentar uma proposta de trabalho à sociedade. Pedi, inclusive, que façam uma apresentação na Câmara de Vereadores, para explicar como será o funcionamento a partir de agora”, destacou a deputada.
Ainda segundo Maria do Carmo, enquanto a nova empresa não assume oficialmente, uma equipe técnica vai atuar emergencialmente na reposição de peças e retomada de serviços essenciais para amenizar os transtornos enfrentados pela população.
A expectativa é que a Águas do Pará implemente ações de curto e médio prazo para estabilizar o sistema e melhorar o fornecimento, especialmente em áreas mais afetadas como Santarenzinho, Uruará, Mararu e Interventoria.
O grupo Iguá, que já opera em diversos municípios brasileiros, é especializado em gestão de água e esgoto, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade. A chegada da empresa marca uma nova etapa para o saneamento básico em Santarém, que há anos enfrenta problemas recorrentes de interrupção no abastecimento e manutenção precária da rede.
A Cosanpa ainda não se pronunciou sobre o processo de substituição da operação nem sobre a situação dos contratos com empresas terceirizadas no município.