Há alguns dias, os corredores do Hospital de Campanha de Santarém (HCS), no oeste paraense, têm sido tomados por um clima de alegria com a realização do projeto de musicoterapia que é realizado pelo setor do psicossocial. A música chega até os pacientes da enfermaria por meio do talento artístico de alguns colaboradores da unidade.
A proposta do projeto é proporcionar alívio da ansiedade e do estresse para aqueles que estão em tratamento, além de oferecer um atendimento cada vez mais humanizado aos pacientes confirmados ou com suspeita de covid-19.
A coordenadora do psicossocial da Unidade, Narjara Dantas de Oliveira, explica que os benefícios da musicoterapia vão além de estimular o bom humor. Também aumenta a disposição e, consequentemente, reduz sentimentos negativos que podem prejudicar a evolução do tratamento. “A música age diretamente na região do cérebro que é responsável pelas emoções, isso gera motivação e afetividade, aumentando assim a produção de endorfina que estimula a sensação de alegria, conforto e prazer, entre outros benefícios”, enfatiza.
Para a paciente Maria José da Silva, o momento é de relaxamento. “Estou aqui há 28 dias e para mim é sempre uma alegria poder ouvir eles tocarem. Esse momento alegra o coração da gente”, disse.
O vocalista da ação e também colaborador da Unidade, Theyllon Matos, falou da emoção de ser voluntário. “Fiquei honrado por fazer parte desse projeto, afinal tenho uma longa história com a música na minha vida. É muito gratificante ver a emoção nos olhos dos pacientes que, neste momento, precisam de afeto, carinho e amor”, enfatizou.

Talento dos profissionais de saúde é aproveitado também no projeto de musicoterapia no HCS (Foto: Divulgação)
Breno Souza, que é coordenador de farmácia no HCS e também toca violão voluntariamente nas sessões de musicoterapia, ressalta a importância que a música tem. “Nessa realidade da pandemia, acabamos esquecendo dessa nossa sensibilidade artística. Poder compartilhar um pouco da nossa energia e sentimento através da música é fundamental tanto para nós que fazemos quanto para eles que recebem”, falou.
A equipe responsável pela operacionalização é formada pela psicóloga, assistentes sociais, colaboradores voluntários e tem a retaguarda da enfermagem e dos médicos plantonistas. As sessões são realizadas três vezes por semana e duram até 15 minutos por ala.