Manifestantes vão às ruas contra fumaça e cobram combate às queimadas em Santarém

Ato organizado pela Frente pelo Clima pediu reforço na fiscalização, investimentos contra incêndios e fortalecimento das brigadas populares.

Por Gleilson Nascimento

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Manifestantes caminham com cartazes durante ato contra as queimadas e a fumaça em Santarém.

Moradores de Santarém foram às ruas na noite deste domingo (1º) para protestar contra as queimadas e a concentração de fumaça na cidade. A mobilização cobrou providências das autoridades, reforço na fiscalização ambiental e investimentos no combate aos incêndios florestais.

“Parem de nos matar, queremos respirar” foi uma das mensagens exibidas pelos participantes. Intitulada “Santarém Quer Respirar!”, a manifestação foi articulada pela Frente pelo Clima Santarém, com concentração na Praça da Matriz, no centro.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os manifestantes caminharam pelas ruas. Entre as mensagens estavam “Santarém sem fogo, Amazônia viva, futuro protegido” e “Pelo direito de respirar! Não queremos cortes! Queremos investimentos!”.

O movimento reivindicou mais recursos para prevenção e combate aos incêndios, fortalecimento das brigadas populares e realização de concursos públicos para Ibama, ICMBio, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os organizadores também criticaram a falta de profissionais e de estrutura nos órgãos responsáveis pela proteção ambiental.

Outra reivindicação foi o fim do arcabouço fiscal. Para o movimento, as restrições orçamentárias prejudicam investimentos em serviços públicos e fiscalização. Os participantes também cobraram medidas para identificar e responsabilizar os autores de queimadas ilegais e impedir novos incêndios na região.

A manifestação ocorreu após a Prefeitura de Santarém decretar emergência ambiental em 28 de outubro. A medida proíbe o uso do fogo por 180 dias, inclusive para limpeza e manejo de áreas, e autoriza a mobilização de recursos humanos, materiais e operacionais dos órgãos municipais para enfrentar os incêndios e a poluição atmosférica.

O monitoramento da Universidade Federal do Oeste do Pará classificou a qualidade do ar como “muito ruim” nas 24 horas anteriores ao boletim de 28 de outubro. A exposição à fumaça preocupa especialmente pelos riscos a crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, enquanto bombeiros e brigadistas continuam atuando contra os focos de incêndio.

Fonte: Giro Portal