As chuvas que caíram na noite de segunda (21) e madrugada de terça (22) causaram transtornos e muitos danos para moradores de Santarém, no oeste do Pará. Hospital, casas e ruas ficaram alagadas no município.
De acordo com levantamento realizado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) na Estação da Cemaden instalada no bairro Mapiri, as chuvas foram registradas de 21h de segunda (21) até 04h40 da manhã desta terça (22). No total foram 177 milímetros, deixando a cidade em alerta vermelho.
Foram registrados alagamentos em diversos pontos. Na avenida Tapajós, no centro da cidade, vídeos que circulam nas redes sociais mostram os carros praticamente cobertos pelas águas.
Na rua Santos Dumont, entre as travessas Rosa Passos e José Agostinho, no bairro Santíssimo, cerca de 12 famílias tiveram suas casas alagadas e perderam praticamente todos os bens no interior das residências. No mesmo perímetro, a enxurrada arrastou uma mulher com três crianças até o quintal de um vizinho. O volume de água dentro das residências ultrapassou 1 metro de altura.
Os estragos também foram registrados em espaços públicos, como o Parque da Cidade onde parte do muro desabou. O mesmo fenômeno foi registrado na Seminfra.
No bairro caranazal, parte do muro da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) desabou, atingindo duas casas. Apesar do susto, nenhum morador foi atingido.
O hospital da Unimed, localizado na Avenida Tapajós, ficou alagado. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o estado que o hospital ficou.

Hospital da Unimed. (Fotos: Reprodução)
Em nota, o Hospital da Unimed informou que apesar do susto dos colaboradores que estavam de plantão na unidade, não houve problemas ou danos aos pacientes que foram prontamente atendidos em outros locais da unidade. Foi feita limpeza ainda na madrugada, e na manhã desta terça, a emergência já estava seca, podendo receber pacientes.
Ainda segundo o hospital, a administração fez o levantamento para saber se houve danos materiais, em computadores e outros equipamentos e detectou perda em alguns computadores, que logo foram substituídos pelas fichas manuais.
Por toda a cidade, o rastro de destruição ficou visível. Na travessa Bauru, bairro Aparecida, bem ao lado do ginásio poliesportivo Prof. Djalma Lima, parte do asfalto foi engolida pela enxurrada e precisou ser interditada.
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A Defesa Civil Municipal ainda faz o levantamento da situação das famílias afetadas pelas chuvas. Até o fim da manhã, 25 famílias ficaram desalojadas. Uma casa, no bairro Caranazal foi interditada após a queda do muro de clube social que atingiu a estrutura do imóvel. Na rua Antônio Bastos, duas casas desabaram durante a madrugada. Ninguém ficou ferido, mas as famílias perderam todos os pertences.
"A gente não sabe nem o que fazer. Perdemos móveis, roupas, tudo, tudo. A gente acordou madrugada com a água já na altura das camas e ela foi subindo muito rápido mesmo. Agora só Deus mesmo", contou a moradora Elielma Sena, em prantos.
Quando o dia clareou e a chuva já havia cessado, moradores começaram a retirar móveis e eletrodoméstico de dentro dos imóveis para fazer a limpeza. A lama estava por todos os lados.

Em uma das residências atingidas na rua Santos Dumont, as marcas da lama ficaram nas paredes, mais de um metro acima do piso. (Foto: Reprodução/Amarildo Gonçalves-TV Tapajós)
Providências
Equipes das secretarias municipais de Infraestrutura e Urbanismo e Serviços Públicos estão nas ruas fazendo o levantamento dos danos causados nas ruas, para realizar os reparos necessários.
De acordo com o secretário de Urbanismo, Jean Murilo, um dos problemas que contribuíram para o rápido alagamento de ruas, é o lixo jogado depositado fora de horário e de forma inadequada . Com a enxurrada, o lixo que estava nas ruas entupiu os bueiros e galerias, e houve transbordamento.