Desde a descoberta do câncer de mama em junho de 2019, Maria Neire Felicidade Azevedo da Silva, 69 anos, recebe cuidados redobrados da família, em Santarém, no oeste do Pará. Os filhos e os netos que também a chamam de mãe resolveram raspar os cabelos como um gesto de apoio e amor.
Foi durante um banho que a professora aposentada sentiu os nódulos e logo em seguida já comentou com um dos filhos. E eles não esperaram muito para levar a mãe para realizar os exames necessários. Ela foi diagnosticada, operada e atualmente passa pelo processo de quimioterapia que é quando os cabelos começam a cair.
Mas a união e carinho dos filhos têm sido fundamentais no tratamento, para a Maria que tem felicidade até no sobrenome, poder esbanjar sorrisos e vontade de vencer ao lado da família. Um laço que tem sido importante neste momento.

(Foto: Reprodução/ Kamila Andrade/G1)
"Fiquei triste só um dia, mas eu pensei e determinei que eu vou viver mais de 100 anos. E todo mundo unido me ajudou bastante", disse emocionada.
Um dos filhos, o Klebeo Azevedo, é o que acompanha a mãe diretamente no hospital durante o tratamento, ele foi o primeiro a se dispor para raspar os cabelos e só vai deixar o cabelo crescer novamente, quando o da mãe começar a crescer também.
“Ela não precisou pedir, fizemos por gratidão e amor por tudo o que ela já fez pela gente. Nós queremos mostrar que somos uma família e estamos aqui para dar todo o apoio que ela precisa e merece", destacou Klebeo.
O neto que foi criado como filho, Leonardo Silva, disse que fazer o corte foi difícil, por conta das brincadeiras dos colegas, que poderiam acontecer, mas ao mesmo tempo refletiu que a mãe deve ser apoiada e cuidada por toda a família.

(Foto: Reprodução/ Kamila Andrade/G1)
“Apesar de qualquer dificuldade que estamos enfrentando, Deus é maravilhoso, pois nos permitiu cuidar da nossa querida mãezona. Espero que essa nossa atitude sirva como exemplo para outras pessoas e famílias que estão sofrendo com o mesmo problema”, disse.
Há filhos também que moram em outra cidade e que tinham pouco contato com os irmãos que moram em Santarém, mas o diagnóstico da doença fez a família se reaproximar.
"Deus está em primeiro lugar na nossa vida. E é o amor que nos faz acreditar na vitória e todo esse apoio é para não deixar a mamãe desanimar em nenhum momento. E mesmo ela tendo alguns filhos longe e que não tinha contato por conta da distância, o amor por ela fez nos reaproximarmos novamente", disse Jeová Azevedo, um dos filhos.