Documentário retrata desaparecimento de comunidades rurais com avanço das lavouras de grãos na região de Santarém

O documentário divulgado no YouTube pelo canal 'Brasil de Fato' apresenta um estudo que revela o desmatamento acelerado e a expansão das lavouras de grãos, impulsionados por obras de infraestrutura e pelo agronegócio, nos municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos, no Pará.

Por Portal Giro

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Um documentário divulgado no YouTube pelo canal ‘Brasil de Fato’, mostra que com o avanço das lavouras de grãos na região do Planalto Santareno, entre os municípios de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos (PA), as áreas verdes foram perdendo espaço. A região fica no entorno da BR-163, rodovia utilizada para o escoamento da soja colhida no Mato Grosso, estado líder na produção nacional do grão.

Em 2003, a Cargill instalou um porto de abastecimento de navios cargueiros em Santarém, desencadeando a expansão da monocultura no entorno da BR-163. Depois, outras empresas do agronegócio instalaram portos e obras de infraestrutura voltada para a exportação de grãos.

De acordo com o relatório "A soja no corredor logístico norte", publicado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o problema pode ficar ainda mais grave com a construção da Ferrogrão, ferrovia que irá conectar Sinop (MT) ao distrito de Miritituba, no município de Itaituba (PA).

Sai floresta, saem comunidades inteiras, entra um deserto de soja. Em 2005, Mojuí dos Campos tinha 3.000 hectares destinados ao cultivo do grão. Em 2023, a área saltou para 51.400 hectares, segundo dados extraídos da plataforma Mapbiomas.

Entre os 3 municípios da região, Mojuí lidera o desmatamento, com a taxa anual saltando de 400 hectares em 2013 para 6.100 em 2021, um aumento de 1.443%. Os dados são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) do Inpe.

A derrubada da floresta colocou Mojuí na lista dos 70 municípios que mais desmatam a Amazônia, atualizada em 2024 pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Essas localidades são responsáveis por quase 80% do desmatamento no bioma e, por isso, são monitoradas dentro do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Fonte: Brasil de Fato

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Fonte: Giro Portal