Cadela farejadora da PM do Pará auxilia na apreensão de mais de 2 toneladas de drogas em 2025

Ísis, uma cadela da raça Pastor Belga Malinois, aos quatro anos de idade, já colaborou na apreensão de cerca de 2,5 toneladas de entorpecentes apenas em 2025. Integrante do 1º Canil Setorial do 2º Batalhão de Missões Especiais (2º BME), com base em Santarém, Ísis tem se tornado uma figura central nas operações policiais na Amazônia.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Pará tem intensificado o uso de cães farejadores no combate ao tráfico de drogas na região oeste do estado. Entre os animais em atuação, destaca-se Ísis, uma cadela da raça Pastor Belga Malinois que, aos quatro anos de idade, já colaborou na apreensão de cerca de 2,5 toneladas de entorpecentes apenas em 2025. Integrante do 1º Canil Setorial do 2º Batalhão de Missões Especiais (2º BME), com base em Santarém, Ísis tem se tornado uma figura central nas operações policiais na Amazônia.

A trajetória da cadela na corporação teve início em 2023, quando foi doada por criadores locais e passou por uma avaliação da equipe cinotécnica do 2º BME. De acordo com a Polícia Militar, Ísis apresentou desde o início as características ideais para o trabalho policial, como resistência física, estabilidade emocional e forte instinto de obediência. Seu treinamento foi conduzido pelo sargento Felipe Rego, que relata uma evolução rápida nos primeiros meses de adestramento.

Desde então, Ísis passou a atuar em uma variedade de operações de fiscalização, incluindo inspeções em embarcações, veículos, residências, rodovias, aeroportos e terminais rodoviários. Sua atuação mais expressiva ocorreu na operação "Fake Ferry", realizada entre Santarém e Óbidos, onde a cadela contribuiu para a localização de mais de duas toneladas de entorpecentes escondidos em compartimentos de carga.

A rotina da cadela inclui cuidados com alimentação, saúde e treinamentos contínuos voltados à detecção de substâncias ilícitas. Atividades recreativas também são realizadas com o objetivo de manter o equilíbrio emocional e o condicionamento físico do animal. O 2º BME mantém uma equipe especializada composta por nove policiais no canil, três militares da área de saúde e outros agentes voltados ao pelotão montado.

Com reconhecimento crescente dentro da instituição, Ísis começa a deixar um legado. Um de seus filhotes, Tupã, já está em fase inicial de treinamento e chegou a acompanhar a mãe em uma ação supervisionada. A expectativa da Polícia Militar é que ele possa, futuramente, integrar o grupo de cães operacionais da corporação.

Veja a publicação no Instagram

Fonte: Agência Pará