Valmir Climaco e Edinalva Rodrigues (Socorrista do SAMU).

Prefeito de Itaituba perde processo na justiça no caso de servidora do SAMU

No processo judicial o Ministério Público do Estado solicitou o cancelamento da decisão de remover a enfermeira do cargo que ocupava.

Valmir Climaco e Edinalva Rodrigues (Socorrista do SAMU).

A enfermeira Edinalva Rodrigues de Sousa, de 41 anos, que atuava na equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  (SAMU), do Hospital Municipal de Itaituba (HMI), foi afastada do cargo, assim o Ministério Público do Estado iniciou uma ação judicial contra o prefeito Valmir Clímaco de Aguiar com a acusação de improbidade administrativa, logo que o mesmo teria agido grosseiramente contra a mesma e teria autorizado que o secretário de saúde Iamax Prado a demitisse do cargo que ocupava.

Reconhecendo que o ato administrativo realizado pelo prefeito foi inconsistente a justiça deferiu (aprovou) o pedido liminar para suspensão da decisão de remover a enfermeira do cargo que ocupava, até no prazo de 5 dias sob pena de multa diária no valor de R$ 500,00 até o limite de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

(Trecho da decisão)

“Ante o exposto, presentes requisitos do Art. 30 do Código de Processo Penal Civil, defiro o pedido liminar para suspender o ato de remoção da servidora Edinalva Rodrigues de Sousa, devendo os requeridos adotarem as medidas administrativas necessárias ao restabelecimento da sua lotação na base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)” (Trecho da decisão).

O caso

Valmir Climaco e Edinalva Rodrigues (Socorrista do SAMU).

Em março de 2019, Edinalva tem 41 anos, que já atuava 9 anos como técnica em enfermagem na prefeitura de Itaituba, nesta época como socorrista do SAMU afirmou ter sido penalizada por falar a verdade quando a mesma teria conversado com o prefeito Valmir Climaco e teria sido tratada com grosserias.

“Às 11h20 recebemos uma ligação da SEMDAS solicitando a ambulância, eu disse pra eles que uma de nossas ambulâncias estava quebrada e a outra sem combustível, pedi pra ela ligar para o corpo de bombeiros que eles iriam atender a ocorrência.” disse Edinalva, afirmando que este curto diálogo teria provocado todo o problema.

A enfermeira relatou ainda que após a conversa, o secretário de saúde, Iamax Prado, e o prefeito, Valmir Climaco, chegaram na unidade do SAMU e, “O prefeito já foi me indagando referente se eu tinha atendido o telefone e por que eu tinha passado essa informação que não tinha combustível e nossa VTR tava quebrada. Eu falei pra ele que não podia dizer pra senhora que eu não ia atender, foi por isso que justifiquei o problema. Ele foi logo mandando eu calar a boca, dizendo que eu não podia ter feito isso, que ele era o prefeito e quem mandava era ele”, disse.

Ainda segundo Edinalva, Valmir disse que iria demitir toda a equipe, fazer transferência, “fazer qualquer coisa”, e se sentiu humilhada. E, poucas horas após a discussão, a profissional recebeu um memorando informando a sua transferência do SAMU para uma unidade básica de saúde. “Eu só quero perguntar para o prefeito o por quê dessa transferência, será que foi pelo fato de ter dito a verdade? ou por quê respondi ele a altura? aliás, respondi não, me defendi. Agora eu tô aqui com o meu memorando me sentindo humilhada”, finalizou.

Defesa do Prefeito

Prefeito de Itaituba Valmir Climaco de Aguiar. (foto: Junior Ribeiro)

Segundo Valmir, durante a ligação que ocasionou toda a situação, a atendente, de forma grosseira, informou que a viatura estava sem combustível e que a solicitante deveria ligar para o Corpo de Bombeiros. Segundo informações, a situação chegou ao prefeito através  da secretária de assistência social, Solange Aguiar. Valmir, juntamente com Iamax Prado, secretário de Saúde, decidiu ir pessoalmente verificar a situação no SAMU.

Na versão de Valmir, o ponto chave é que havia duas ambulâncias pequenas, de transporte, uma que estava com 1/4 do tanque preenchido e a outra estava com o tanque cheio. Desta forma, ele não entendeu o porquê de a atendente ter dito que as ambulâncias estavam sem combustível para atender a ocorrência na SEMDAS.

“O prefeito foi tratado com truculência por parte da SERVIDORA PÚBLICA EDINALVA RODRIGUES DE SOUSA – que inclusive, após repercussão do caso, recebeu diversas críticas por parte de pessoas que foram solicitar pessoalmente socorro do SAMU para alguma diligência semanas atrás. A servidora disse que não tinha obrigação de olhar marcador de combustível das viaturas e tinha certeza que não era a mãe dela que estava precisando de atendimento, pois a mesma estava em casa. Por esta razão, ela não chamaria o motorista para atender a ocorrência na SEMDAS. Além do mais, ressaltou que o prefeito não poderia fazer nada, uma vez que a referida é CONCURSADA”, (Trecho de texto do esclarecimento divulgado).

Fonte: Portal Giro

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