Evandro Shoninger, dono da residência, foi preso em flagrante.

População se mobiliza e ajuda pagar fiança de morador que matou ladrão em Novo Progresso

As campanhas de arrecadação ocorreram, principalmente, no WhatsApp e Facebook; Homem foi solto no sábado (5).

Evandro Shoninger, dono da residência, foi preso em flagrante.

A população do município de Novo Progresso mobilizou-se nas redes sociais para realizar uma arrecadação no valor de 3 mil reais, o qual seria usado para pagar a fiança de Evandro Shoeniger, morador que atirou na cabeça de uma ladrão que invadiu sua residência na última sexta-feira (4). Segundo informações a intenção é que o mesmo pudesse responder ao processo em liberdade.

A mobilização feita no WhatsApp e Facebook, para ajudar no recolhimento do valor estipulado, arrecadou um total de 1.600 reais, que foi repassado ao irmão de Evandro, identificado como Anderson. Segundo a família, a outra quantia foi paga pelo pai do morador, em forma de empréstimo.

Em audiência de Custódia, a juíza Liana da Silva Hurtado Toigo, respondendo pela Vara Cível de Novo Progresso solicitou que Evandro fosse solto, mediante o pagamento da  fiança estipulada. O mesmo estava preso na Delegacia de Novo Progresso. Após pagamento da fiança, o homem foi liberado no sábado (5) e responderá em liberdade.

O Caso

Rodrigo Luis Barros faleceu na manhã deste sábado (5).

O caso aconteceu na madrugada da última sexta-feira (4), por volta das 2h20, no bairro Jardim Planalto, em Novo Progresso. Rodrigo Luis Barros, de 43 anos e um menor, de 11 anos, invadiram a residência de Evandro para realizarem assalto.

O proprietário, ao avistar do quarto em que estava, a ação dos assaltantes, reagiu à invasão, pegou uma arma e disparou contra um dos bandidos. O tiro acertou a cabeça de Rodrigo que não resistiu e morreu na manhã de sábado (05), após 24 horas internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do hospital municipal.

Evandro foi detido em flagrante e levado à delegacia de Polícia Civil. Ele disse a Polícia que atirou para assustar os invasores, pois temia acontecer alguma coisa atípica, e que não atirou para matar. Após o disparo ele imaginou não ter acertado, pois houve silêncio absoluto no local.

O menor está custodiado no Conselho Tutelar do município, onde aguarda decisão da justiça.

Fonte: Folha do Progresso

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