Osteoporose: Fatores de risco, Sinais e Tratamento

Dr João Rufino, Ortopedista e Traumatologista, descreve detalhes sobre essa doença que atinge 1/3 das mulheres brancas, acima dos 65 anos, e afeta cerca de 200 milhões de pessoas no mundo todo.

Postado em: 11 de julho de 2018, às 13:47hs

(Imagem: Brgfx - Freepik.com)

VOCÊS JÁ OUVIRAM FALAR DE OSTEOPOROSE?

A osteoporose é uma doença sistêmica e progressiva que, segundo a Organização Mundial da Saúde, atinge 1/3 das mulheres brancas, acima dos 65 anos, sendo a principal causa de fratura, de ambos os sexos, afetando cerca de 200 milhões de pessoas no mundo todo.

Essa doença é caracterizada pela redução progressiva e lenta da massa óssea, sendo a responsável pela fragilidade e alteração na sua microarquitetura.  Tais alterações, predispõe os ossos a sofrerem fraturas por traumas de baixo impacto, ou seja, traumas que normalmente não causariam danos nenhum, se tornam fraturas que podem ser perigosas e colocar a vida em risco.

Mulheres estão mais predispostas a desenvolver a osteoporose por questões hormonais e de maneira mais rápida. Com a diminuição da secreção de estrógenos na menopausa, tem-se como consequência maior atividade metabólica óssea, ou seja, maior ritmo na remodelação óssea. A osteoporose atinge uma em cada quatro mulheres na menopausa e, após os 65 anos, uma em cada três.

Outras causas importantes, são as relacionadas ao envelhecimento natural e deficiência de cálcio, aumento da atividade do paratormônio e diminuição na formação óssea. Não podemos esquecer que a doença pode ser decorrente, também, de processos inflamatórios crônicos, como artrite reumatoide, e até problemas endócrinos, como por exemplo hipertireoidismo e causas adrenais.

COMO EU POSSO SABER SE CORRO RISCO DE DESENVOLVER OSTEOPOROSE?

Os fatores de risco mais importantes relacionados à osteoporose e a fraturas na pós-menopausa são: idade, sexo feminino, etnia branca ou oriental, história prévia pessoal e familiar de fratura, baixo índice de massa corporal, uso corticoide oral de maneira crônica, fatores ambientais, tabagismo, ingestão abusiva de bebidas alcoólicas, sedentarismo e baixa ingestao de cálcio.

E, QUAIS OS SINAIS CLÍNICOS?

A osteoporose não apresenta manifestações especificas. Normalmente o diagnóstico é feito após a primeira fratura. A dor dorsolombar é comum ser relatada, decorrente de espasmos musculares causados por microfraturas e, em muitos casos, causados por fratura de compressão.

É importante que seja pesquisado em todos os pacientes, fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose, já que, por ser uma doença silenciosa, passa muitas vezes despercebida e, em uma consulta bem feita, podemos evitar fraturas futuras. A avaliação clínica, em conjunto com uma avaliação laboratorial e densitometria osséa, é importante para se iniciar o tratamento e fazer diagnósticos diferenciais.

OSTEOPOROSE TEM CURA? E O TRATAMENTO?

Se a osteoporose for de causa primária, como a pós menopausa, não possui cura mas pode ser controlada através de tratamento medicamentoso. Porém, se secundária a uma doença prévia, com a estabilização da doença de base, agrediremos de maneira menos intensa processos lesivos ao osso.

A principal forma de tratarmos a osteoporose é com a prevenção, de maneira que possamos combater os fatores de riscos citados lá em cima, com a pratica de atividades físicas, pouca ingesta de álcool, evitando o tabagismos, boa alimentação e ingesta de cálcio e cuidado, dia após dia, da saúde.

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Sobre o autor

João Carlos Rufino

Ortopedista e Traumatologista

(93) 99222-6664 | (93) 3518-3150

Clínica Cuidar e Hospital Cristo Salvador

João Carlos Rufino tem 28 anos de idade é natural da cidade de Belém do Pará, concluiu faculdade e residência médica em Traumato-ortopedia pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) na cidade de Santarém, é membro da sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia (SBOT). CRM 11325 - TEOT 16040

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