Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, é preso após sofrer impeachment

Ministério Público determinou a detenção do ex-mandatário por suspeitas de irregularidades relacionadas ao Ueno Bank, cuja crise afetou milhões de clientes.

Por Isabella Moraes

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Foto: EPA
Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi alvo de uma ordem de prisão nesta sexta-feira (6), no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de gestão fraudulenta e outros crimes relacionados ao escândalo financeiro do Ueno Bank. A medida foi determinada após a aprovação de seu impeachment pelo Senado paraguaio, que resultou em sua destituição do cargo.

A ordem foi expedida pelo Ministério Público paraguaio, responsável pelas investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira. A destituição de Peña abriu caminho para o avanço das apurações criminais contra o ex-presidente.

Conforme noticiado pelo Portal Giro em 5 de novembro, a crise teve início na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai determinou a intervenção no Ueno Bank. A medida provocou o bloqueio de contas de aproximadamente 3 milhões de clientes e desencadeou uma crise financeira e política no país.

As investigações apuram suspeitas de concessão de empréstimos sem garantias adequadas a empresas ligadas ao grupo controlador do banco. Peña foi acionista do grupo até 2025, mas afirmou ter encerrado sua participação e negou manter vínculos com a instituição financeira.

Em meio à crise, Peña anunciou sua renúncia na quinta-feira (5), após a Câmara dos Deputados aprovar o processo de impeachment. Ao justificar a decisão, afirmou que buscava preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas.

“Também quero pedir desculpas ao povo se em algum momento falhei. Nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim”, declarou.

O ex-presidente também defendeu a devolução dos recursos aos clientes afetados pelo bloqueio das contas, com a atuação do Fundo de Garantia de Depósitos e a proteção dos recursos públicos.

As suspeitas contra Peña continuam sob investigação, sem que a ordem de prisão represente uma condenação criminal.

Fonte: G1