O planeta Terra registrou, em outubro de 2026, o mês de outubro mais quente da história, com temperatura média global de 15,35°C, o equivalente a 1,75°C acima dos níveis pré-industriais. O balanço foi divulgado na sexta-feira (6) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.
“Outubro de 2026 foi o mês de outubro mais quente já registrado globalmente, com uma temperatura média do ar na superfície de 1,75°C acima do nível pré-industrial”, afirmou o Copernicus em comunicado. A comparação utiliza como referência o período entre 1850 e 1900.
Esse foi o terceiro mês consecutivo em que a temperatura média global ultrapassou 1,5°C de aquecimento, limite estabelecido pelo Acordo de Paris. O levantamento também aponta a intensificação do fenômeno El Niño no Pacífico equatorial e indica que a média registrada no período de quatro anos, entre 2023 e 2026, também deverá superar essa marca.
Para o ano completo, a probabilidade de a temperatura média global ultrapassar 1,5°C é superior a 99%. Segundo o Copernicus, há aproximadamente 80% de chance de 2026 terminar como o segundo ano mais quente já registrado e cerca de 20% de possibilidade de igualar ou superar 2024, que ocupa atualmente o primeiro lugar. Os números, no entanto, são projeções e ainda não representam o balanço anual definitivo.
Cientistas alertam que o aquecimento global acima de 1,5°C aumenta significativamente os riscos de ondas de calor severas, secas, inundações e outros impactos climáticos. Um porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o aumento das temperaturas em algumas regiões está relacionado ao El Niño, fenômeno que deverá influenciar os padrões climáticos nos próximos meses, com possíveis consequências para economias, ecossistemas e comunidades em todo o mundo.
Os dados foram divulgados às vésperas da Conferência do Clima da ONU, que começa nesta segunda-feira (9), na Turquia. O encontro reunirá líderes mundiais para discutir a crise climática e seguirá até 20 de novembro, no Antalya EXPO Center, em Antália.