Mãe de paraense morto em combate na Ucrânia afirma que é impossível realizar traslado do corpo ao Brasil

Segundo a família, o corpo de Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, está em uma zona de perigo, onde não há condições de realizar o resgate.

Por Gabriele Rodrigues

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Foto: Reprodução
Soldado Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, natural de Tucuruí (PA).

A mãe do soldado brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, afirmou que não é possível realizar o traslado do corpo do filho ao Brasil devido aos riscos na região onde ele morreu. O jovem morreu em combate na Ucrânia, no dia 30 de outubro, e a família recebeu a confirmação da morte no sábado (31).

A mãe do militar esclareceu que a família não está tentando trazer o corpo ao Brasil, pois tem conhecimento dos riscos envolvidos no resgate em meio ao conflito.

Soldado Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, natural de Tucuruí (PA).
Soldado Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, natural de Tucuruí (PA).Foto: Reprodução

A irmã de Hendrick, Beatriz Correa, também havia relatado as dificuldades para recuperar o corpo. Segundo ela, a região onde o militar estava é considerada de alto risco, o que dificulta a aproximação de equipes de resgate.

“Infelizmente é quase impossível encontrar ele agora, porque era uma área de risco. Quem está lá diz que se alguém tentar resgatar o corpo, pode ser atingido”, relatou Beatriz.

Diante da situação, os familiares passaram a priorizar a regularização da documentação do jovem, além da recuperação de seus pertences pessoais e medalhas militares.

“O que a gente quer mesmo é correr atrás dos documentos, das medalhas dele, se sentir representado por ele, e seguir em frente, saber se confortar com a dor”, declarou a irmã.

De acordo com os familiares, a missão militar da qual Hendrick participava ainda não havia sido totalmente concluída, o que dificultava a obtenção de informações oficiais sobre as circunstâncias da morte.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que a Embaixada do Brasil em Kiev permanece à disposição para prestar assistência consular aos familiares. A pasta também destacou que vem alertando os brasileiros sobre os riscos de permanecer na região desde o agravamento do conflito.