As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país, após a prisão de Nicolás Maduro ocorrida no último sábado. O reconhecimento ocorreu após decisão do Tribunal Supremo de Justiça venezuelano, que determinou a substituição temporária no comando do Executivo.
Em pronunciamento televisionado, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, endossou a decisão da Corte, que prevê a permanência de Rodríguez no cargo por um período inicial de 90 dias. Segundo o tribunal, a medida tem como objetivo garantir a continuidade administrativa do Estado e a defesa integral da Nação diante da ausência do presidente.
Ainda de acordo com o comunicado judicial, a Corte irá deliberar sobre o enquadramento jurídico aplicável à situação, com o intuito de assegurar a continuidade do governo, da administração pública e da soberania nacional. No mesmo pronunciamento, Padrino afirmou que integrantes da equipe de segurança de Maduro teriam sido mortos durante uma ofensiva atribuída aos Estados Unidos, informação que não foi detalhada oficialmente por outras autoridades.
O ministro da Defesa também fez um apelo para que a população venezuelana retome gradualmente as atividades econômicas, laborais e educacionais nos próximos dias. Segundo ele, o país deve seguir o que classificou como o "trilho constitucional" para enfrentar o momento político.
Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio declarou, em entrevista à emissora CBS News, que o governo norte-americano está disposto a dialogar com as lideranças remanescentes da Venezuela, desde que adotem o que chamou de "decisão correta". Rubio afirmou que a postura dos Estados Unidos dependerá das ações adotadas pelas autoridades venezuelanas e destacou que ainda é prematuro discutir a realização de eleições no país.