Eleições nos EUA são marcadas por vitórias históricas da primeira governadora negra, primeira governadora indígena e do primeiro senador muçulmano

Democratas retomaram as duas Casas do Congresso; votação também elegeu o primeiro homem abertamente gay para o Senado.

Por Gabriele Rodrigues

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Foto: Reprodução
Eleições de meio de mandato dos Estados Unidos

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3), foram marcadas por vitórias históricas e pelo avanço do Partido Democrata, que conquistou o controle do Senado e da Câmara dos Representantes. A votação também registrou resultados inéditos, como a eleição da primeira mulher negra e da primeira mulher indígena para governos estaduais, além do primeiro muçulmano eleito senador do país.

O resultado representa uma mudança no cenário político norte-americano, já que as duas casas do Congresso estavam sob controle dos republicanos, partido do presidente Donald Trump. Os democratas também conquistaram governos estaduais anteriormente ocupados por republicanos, como Texas, Geórgia, Nevada, Ohio e Iowa.

Entre os principais destaques está a eleição de Keisha Lance Bottoms, na Geórgia, que se tornou a primeira mulher negra eleita governadora na história dos Estados Unidos. No Novo México, Deb Haaland, integrante do povo indígena Laguna Pueblo, também fez história ao se tornar a primeira mulher indígena eleita para governar um estado norte-americano.

Outra vitória inédita ocorreu em Michigan, onde Abdul El-Sayed se tornou o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos Estados Unidos. Já em New Hampshire, Chris Pappas conquistou uma cadeira na mesma Casa e se tornou o primeiro homem abertamente gay eleito senador.

Veja os principais resultados das eleições:

  • Controle do Congresso: o Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes, encerrando o controle republicano das duas casas.

  • Keisha Lance Bottoms: eleita governadora da Geórgia, tornou-se a primeira mulher negra a conquistar o cargo em um estado norte-americano.

  • Deb Haaland: eleita governadora do Novo México, tornou-se a primeira mulher indígena a governar um estado dos Estados Unidos.

  • Gina Hinojosa: venceu a disputa pelo governo do Texas e se tornou a primeira mulher latina eleita governadora do estado.

  • Abdul El-Sayed: eleito por Michigan, tornou-se o primeiro muçulmano a conquistar uma cadeira no Senado norte-americano.

  • Chris Pappas: eleito por New Hampshire, tornou-se o primeiro homem abertamente gay a ocupar uma cadeira no Senado.

  • James Talarico: venceu a disputa pelo Senado no Texas, encerrando um período de décadas sem vitórias democratas para o cargo no estado.

  • Adam Hamilton: conquistou uma cadeira no Senado pelo Kansas, estado que não elegia um democrata para o cargo desde 1932.

  • Annie Andrews: venceu a disputa pelo Senado na Carolina do Sul, ampliando a presença democrata em um estado tradicionalmente republicano.

  • Susan Collins: foi derrotada pelo democrata Troy Jackson no Maine, encerrando quase três décadas de atuação no Senado.

Com a nova composição do Congresso, os democratas passam a ter maior influência sobre a aprovação de projetos, a fiscalização do governo e a condução de investigações parlamentares durante os dois últimos anos do mandato de Donald Trump.

Os resultados também representam um marco na diversidade da representação política norte-americana, com a eleição de candidatos que quebraram barreiras históricas relacionadas à participação de mulheres, indígenas, negros e minorias religiosas em cargos de destaque no país.

Fonte: G1