Mais de 30 migrantes são considerados desaparecidos após o naufrágio de duas embarcações na costa da ilha italiana de Lampedusa, informou, neste domingo (06), a Organização Internacional para as Migrações (OIM). De acordo com a agência italiana Ansa, uma mulher e uma criança de 1 ano e meio, nascidas na Costa do Marfim, na África, morreram.
Os barcos naufragaram devido às condições meteorológicas, relatou a agência da ONU. Veja, abaixo, o balanço das vítimas, até a última atualização desta reportagem:
Embarcação nº 1
• 48 passageiros a bordo
• 43 resgatados
• 2 corpos encontrados (de uma mulher e de uma criança)
• 3 desaparecidos (uma mulher e dois homens)
Embarcação nº 2
• 42 passageiros a bordo
• 14 resgatados
• 28 desaparecidos
Os barcos provavelmente iniciaram a viagem na cidade tunisiana de Sfax na última quinta-feira (03).
Uma investigação foi iniciada para determinar as circunstâncias da tragédia. Os sobreviventes, em estado de choque, serão ouvidos pelas autoridades.
'Quem permitiu isso é lunático'
Os traficantes de pessoas deveriam saber que as previsões meteorológicas indicavam mar agitado, afirmou o chefe de polícia de Agrigento, Emanuele Ricifari.
"Quem permitiu, ou os forçou, a sair com este mar é um criminoso lunático, sem escrúpulos", declarou à polícia.