Sete crianças e um professor ficaram presos em um teleférico, a 274 metros de altura, depois que um cabo se rompeu enquanto eles iam para a escola em outra parte do distrito de Battagram, no Paquistão.
De acordo com as equipes de resgate, elas estão presas desde às 9h no horário local (23h de segunda-feira em Brasília) quando o cabo se rompeu.
"Uma criança desmaiou devido ao calor e ao medo", disse Shariq Riaz Khattak, um oficial de resgate no local, à Reuters.
O resgate é considerado difícil, segundo avaliação de um funcionário do distrito de Battagram, devido aos fortes ventos e a altitude da cápsula. A aproximação do helicóptero também pode desestabilizar o único fio que sustenta a cápsula.
Um helicóptero militar foi deslocado para a região para contribuir na missão de salvamento. A cápsula do teleférico está presa apenas por 1 dos fios de sustentação.
Um professor da região disse que cerca de 150 pessoas fazem diariamente a perigosa viagem de teleférico para a escola, devido à falta de infraestrutura de transporte na área. E como a região do norte do Paquistão é extremamente montanhosa, muitos estudantes recorrem a teleféricos como meio de transporte.
O primeiro-ministro interino do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, determinou o fechamento de vários teleféricos que estejam há muito tempo sem manutenção.
"Também instruí as autoridades a realizar inspeções de segurança de todos esses teleféricos privados e garantir que sejam seguros para operar e usar", disse ele em um post na rede social "X", antigo Twitter.
Resgate de primeira criança falha
O primeiro resgate de uma das sete crianças falhou, anunciaram nesta terça-feira (22) as autoridades locais.
A criança, de acordo com forças de resgate, chegou a começar a ser içada por um dos militares que participa do resgate a partir de um helicóptero. No entanto, o militar que fazia o resgate viu riscos para a estabilidade da cabine do teleférico, que é sustentada apenas por um cabo.
De acordo com a agência nacional de gestão de desastres do Paquistão, helicópteros das Forças Armadas paquistanesas seguem no local e tentarão içar os passageiros - o vento e a posição da cápsula, são alguns dos fatores que deixam a operação mais complexa. Ainda assim, a equipe corre contra o tempo.
Enquanto isso, a equipe que está no helicóptero conseguiu entregar mantimentos aos passageiros.
"Fornecemos refeições e água para os alunos presos e pensando em outras opções de resgate", disse Sonia Shamroz, uma das coordenadoras da operação.