Postagem compartilhada pela mulher no Facebook na noite de segunda-feira (17).

Mulher é denunciada em Itaituba após compartilhar post de incitação ao crime de homofobia

Integrantes de um grupo que defende a diversidade no Tapajós registrou um boletim de ocorrência nesta terça-feira (18) contra a mulher; em contato com o Giro, a mulher justificou.

Postagem compartilhada pela mulher no Facebook na noite de segunda-feira (17).

Na manhã desta terça-feira (18) integrantes do grupo Tibira, que é um coletivo criado em Itaituba, cujo objetivo é promover os direitos civis de minorias sociais e étnicas da área de influência do rio Tapajós, registraram um boletim de ocorrência após o compartilhamento de um post no facebook de uma mulher, na noite de segunda-feira (17), com conteúdo ofensivo à classe homossexual.

Coletivo criado em Itaituba.

A publicação era o compartilhamento de uma notícias com o seguinte título “Irã afirma ter o direito de executar homossexuais em público “por valores morais”. A mulher, alvo de denúncias, compartilhou tal publicação digitalizando a seguinte legenda em apoio: “Aqui podia fazer o mesmo”.

Com isso, logo após seu posicionamento repercutir, a mulher excluiu a publicação e se justificou alegando que teria compartilhado a postagem por engano, e que imaginava que o conteúdo se tratava de estupradores e não de homossexuais.

Post feito no facebook.

A equipe do Giro entrou em contato com a mulher, que pediu para que a sua identidade fosse preservada, para esclarecimentos. “Ontem por volta de 23h horas, troquei sem querer o conteúdo da reportagem no Google. Infelizmente meu celular já estava descarregando e não vi que ao invés da pedófilia e abuso era mencionada a lei de enfocamento de homosexuais. Não vi, e quando amanheceu o dia um amigo me chamou pra ver se era realmente eu, por conta de postagem estranha” contou.

“Aí que vi meu face com vários comentários estranhos, fui lá e vi que postei uma matéria nada a ver com a que eu tinha o objetivo, que era sobre leis mais severas pra quem praticar o crime de pedofilia e abuso de menores. Na hora excluí e pedi perdão e desculpas pelo ocorrido e fiz questão de fazer uma postagem e dividi com meus amigos pra que eles entendessem o erro. Minha consciência está tranquila” finalizou.

Publicação com pedidos de desculpas após repercussão.

Nota enviada ao Giro por Franck Fernandes, um dos líderes do grupo Tibira

“Ela fez uma publicação onde diz que aqui poderia fazer igual, com uma imagem onde faz uma incitação ao crime de homofobia já julgado pelo STF, e em consequência disso, gerou uma grande polêmica. O grupo Tibira se mobilizou e entrou com uma ação para que seja feito os procedimentos cabíveis. O que queremos é que nossos direitos sejam respeitados, e que as pessoas parem de usar seu ódio velado para disfarçar seus pensamentos homofóbicos e discriminatórios”.

Fonte: Portal Giro

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