Trump cita o Brasil e diz que anunciará tarifas para produtos brasileiros nas próximas horas

“O Brasil não tem sido bom para nós, não é nada bom”, afirmou o presidente dos EUA nesta quarta-feira (9)

Por Portal Giro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a aplicação de novas tarifas comerciais para seis países: Argélia, Brunei, Iraque, Líbia, Moldávia e Filipinas. As medidas fazem parte de uma política de tarifas "recíprocas", defendida por Trump desde abril deste ano.

Segundo as cartas enviadas por Trump aos respectivos chefes de Estado, os percentuais estabelecidos são de 30% para Argélia, Iraque e Líbia; 25% para Brunei e Moldávia; e 20% para Filipinas. Juntas, essas nações exportaram cerca de US$ 26 bilhões em produtos para os Estados Unidos no ano passado, valor que representa menos de 1% do total de importações americanas, estimado em US$ 3,2 trilhões, de acordo com dados do Departamento de Comércio dos EUA.

Trump argumenta que as tarifas são uma resposta a déficits comerciais e a políticas que, segundo ele, prejudicam a entrada de produtos americanos nesses mercados. Durante reunião de gabinete realizada na terça-feira (8), o presidente afirmou que “uma carta significa um acordo”, embora nem todos os países afetados pareçam compartilhar essa interpretação. Ele também reforçou que as tarifas entrarão em vigor em 1º de agosto de 2025, sem possibilidade de prorrogação. “Todo o dinheiro será devido e pagável a partir de 1º de agosto — nenhuma prorrogação será concedida”, escreveu o presidente em publicação na rede Truth Social.

Ainda nesta quarta, em coletiva de imprensa, Trump mencionou o Brasil e disse que anunciará, nas próximas horas, tarifas específicas para produtos brasileiros. “O Brasil não tem sido bom para nós, não é nada bom”, declarou, sem especificar quais setores seriam afetados.

Com a escalada nas medidas protecionistas, Trump já enviou 19 cartas com tarifas esta semana e prometeu divulgar ao menos mais uma. A Casa Branca também sinalizou que outros aliados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul — respectivamente a sexta e a sétima maiores fontes de produtos estrangeiros para os EUA — poderão enfrentar tarifas de até 25%, o que tende a impactar também os preços de produtos no mercado interno americano.

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Fonte: CNN