Há exatos três anos no cargo, o agora ex-diretor de operações Roney Sandrelli de Almeida, acumulou em sua gestão 4 óbitos (os únicos da empresa), suspensão da licença de operação por duas vezes, troca de 6 gerentes gerais, além de promover o completo distanciamento da empresa com as comunidades e poder público.
A Serabi enfrentou tempos difíceis, devido a mudança cultural que foi imposta aos seus funcionários. Pressão para atingimento de metas, a qual somente em 2019 foi conquistada; e segundo publicações realizadas pela própria empresa, em 2021 a meta de ouro extraído não será atingida, pela quarta vez nos últimos três anos.
As operações da empresa vinham sendo lideradas pela mesma pessoa por 12 anos. Porém com a entrada do agora ex-diretor, o cargo de gerente geral tornou-se instável e ao longo do seu comando 6 gerentes gerais passaram pela cadeira. Tal rotatividade se aplicou também a vários outros setores da empresa, sendo o mais afetado, o de segurança do trabalho. Com tantas mudanças ficou difícil estabelecer uma cultura organizacional e as consequências vieram: 4 óbitos, sendo dois brasileiros e 2 peruanos; suspensão por duas vezes da licença de operação por não cumprimento de exigências legais do órgão ambiental; extinção do escritório da empresa na cidade de Itaituba e Novo Progresso (esses a população sente falta até hoje).
"Antigamente, tínhamos contato com os funcionários da empresa. Deixávamos currículos lá e ficávamos sabendo das atualizações”, disse com saudosismo um morador de Itaituba. “A Serabi tomou a decisão dela de se afastar das comunidades e do poder público. Esperamos agora que esta troca traga novamente o bom relacionamento que a empresa sempre teve, antes desses três anos”, comentou uma liderança política da cidade. A empresa ainda não divulgou quem será o(a) substituto(a).
O portal Giro torce pela maior empregadora da Região e que venha alguém para liderar esta empresa tecnicamente, mas que acima de tudo tenha respeito e compromisso com o nosso povo, com a nossa cidade, com a nossa região. Afinal, realmente o nosso ouro é a nossa gente.