Secretário de saúde esclarece sobre diagnósticos de covid-19 realizados sem testagem em Itaituba

O chamado método clínico-epidemiológico foi adotado pelo município no final do mês de maio, após sugestão da SESPA.

Por Portal Giro

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Após inúmeras reivindicações de moradores itaitubense com relação aos casos onde pessoas são diagnosticadas com covid-19 sem a realização de teste rápido, o Giro procurou Adriano Coutinho, Secretário de Saúde, que esclareceu como funciona o método clínico-epidemiológico adotado pelo município.

De acordo com o último boletim epidemiológico da SEMSA, 61 casos de covid-19 foram diagnósticados com o novo método.

"Esse novo diagnóstico (clínico-epidemiológico), foi sugerido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), levando em consideração o grande número de contagio do vírus no Estado e também pela impossibilidade de testagem de 100% da população. O intuito é tentar diminuir à discrepância dos dados publicados a nível Municipal, Regional e Estadual", explicou o secretário de Saúde.

Neste caso, para que haja confirmação com esse critério, a pessoa que apresenta todos os sintomas da doença deve ter tido contato próximo ou domiciliar com casos confirmados laboratorialmente para COVID-19 nos últimos sete dias, antes do aparecimento dos sintomas.

Esse tipo de diagnóstico foi adotado pela SEMSA no final do mês de maio onde, até então, eram realizados reconhecimento da doença apenas por meio de exames laboratoriais, pelo método RT-PCR, e por testes rápidos.

O método RT-PCR analisa se o organismo do paciente está com o vírus e por isso é realizado nos primeiros dias de sintomas. Nos testes rápidos, a verificação é para saber se a pessoa já teve a doença e o organismo produziu anticorpos.

Fonte: Giro Portal