Ronaldinho Gaúcho é autorizado a deixar prisão domiciliar no Paraguai e pode voltar ao Brasil

A investigação concluiu que o ex-jogador não sabia que estava usando um passaporte adulterado.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

O juiz paraguaio Gustavo Amarilla autorizou na segunda-feira (24), em audiência preliminar, que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis Moreira deixem a prisão domiciliar e retornem ao Brasil. O ex-jogador da seleção foi preso em Assunção, no início de março, por ter usado passaporte com conteúdo falso para entrar no país.

Eles passaram pouco mais de um mês detidos em um quartel da polícia nos arredores de Assunção e quatro meses em prisão domiciliar em um hotel no centro da capital paraguaia. No início de agosto, os promotores pediram ao juiz a suspensão condicional do procedimento para que Ronaldinho e Assis pudessem retornar ao Brasil.

Na audiência de ontem, realizada presencialmente na sede do Poder Judiciário do Paraguai, o juiz concedeu a suspensão condicional do procedimento para Ronaldinho e pena de dois anos com suspensão da execução para Assis, como já havia sido pedido pelo Ministério Público.

Os dois terão de cumprir algumas condições. Ronaldinho terá de pagar U$ 90 mil dólares (cerca de R$ 504 mil), contra U$ 110 mil (cerca de R$ 617 mil) de Assis por dano social. O valor será descontado de U$ 1,6 milhão que os dois depositaram como fiança quando mudaram para o regime de prisão domiciliar. O dinheiro será usado para o combate ao novo coronavírus no Paraguai.

Assis também deverá fixar um endereço no Brasil, fornecer um número de celular para a justiça paraguaia e comparecer às autoridades judiciais brasileiras a cada quatro meses. Ronaldinho tem um ano para cumprir as condições, contra dois anos de seu irmão.

Fonte: UOL