O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maio (DEM), confirmou na manhã desta terça-feira (03), sua vinda a região do Tapajós, que deve acontecer ainda este mês de novembro, para conhecer e a realidade das terras de garimpo em nossa região. O anúncio foi feito durante uma reunião, na capital brasileira, Brasília, na ocasião se fez presente lideranças políticas e indígenas dos municípios de Jacarecanga e Itaituba.
“Eu comprometia a estar com vocês! Visitar a região para que a gente possa tentar construir um caminho, baseado no fortalecimento da lei, e da segurança jurídica para todos”, afirma o político democrata.
Nas redes sociais o vereador Wescley Tomaz (MDB), um dos defensores da legalização do garimpo na região e que foi a Brasília representar a classe, publicou vídeos comentando sobre a reunião e também sobre a importância da visita de Rodrigo Maia a região.
"Melhor do que discutir projeto de lei, dificuldades do garimpo que todo mundo fala, mas o pessoal daqui (políticos de Brasília) não conhece. Convidamos o presidente da câmara dos deputados para visitar nossa região" afirma o vereador mdebista, que completa dizendo que no dia 17 de novembro estará novamente em Brasília, juntamente com uma equipe técnica, para explicar sobre os problemas da mineração no tapajós.
A reunião ocorreu na residência oficial de Rodrigo Maia, onde, além de Wescley Tomaz, estiveram presentes os deputados federais Zé Medeiros (PODE/MT) e Joaquim Passarinho (PSD/PA), o advogado Drº Fernando Brandão, o Cacique Abraão e a liderança indígena, Jairo.
Conforme enfatizou o vereador Wescley, a pauta da reunião foi a questão de alguns projetos de leis (PL) relacionados a mineração, sendo que uma das PL é de autoria do deputado Passarinho, que proíbe a destruição de equipamentos. A segunda PL é de autoria do próprio presidente em exercício, Jair Bolsonara, que prevê a legalização da garimpagem em terras indígenas.
"A melhor forma que encontramos para discutir isso (a legalização de garimpos) é trazer o congresso para visitar nossa região, alguns deputados, lideranças de partidos", finaliza Wescley.