O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (11) que o pico de inflação deve ser atingido em abril e maio, com uma posterior queda "um pouco mais rápida".
Segundo Campos Neto, a expectativa era que o pico de inflação fosse em dezembro ou janeiro deste ano, mas a quebra da safra e a alto do preço do barril do petróleo jogaram a previsão para frente.
"A gente tinha uma percepção que ia ver o pico de inflação perto de dezembro, janeiro. Aí a gente viu uma quebra de safra, que não é pouco relevante, e a gente estava vendo o petróleo indo pra 60 [preço do barril, em dólar], de novo ele voltou indo pra cima de 90", afirmou o presidente do Banco Central durante evento promovido pela Esfera Brasil, organização que promove debates ligados a área de empreendedorismo.
"Isso gerou uma quebra de percepção em relação ao que era o pico. A gente imagina hoje uma coisa entre abril e maio, e depois vai ter uma queda da inflação um pouco mais rápida", completou.