Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese sobre morte da jovem Gabriela Pinheiro, em Itaituba

Delegado informou que a causa da morte de Gabriela da Silva Pinheiro, de 23 anos, depende do resultado da perícia. Investigadores também analisam imagens e ouvem testemunhas para esclarecer as circunstâncias do caso.

Por Gabriele Rodrigues

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Foto: Reprodução/Redes sociais
Gabriela da Silva Pinheiro, de 23 anos

O delegado Pedro Victor, da Polícia Civil de Itaituba, no sudoeste do Pará, afirmou na manhã desta quarta-feira (4) que nenhuma hipótese foi descartada nas investigações sobre a morte de Gabriela da Silva Pinheiro, de 23 anos. A jovem desapareceu na noite de sábado (31), após participar de um evento na Praia do Meio, e teve o corpo encontrado na manhã de terça-feira (3), nas proximidades da comunidade de Barreiras.

Durante a entrevista, o delegado explicou que ainda não é possível determinar a causa da morte, que depende dos resultados dos exames periciais. “Não há como informar ainda com certeza sequer se foi afogamento. Quem vai alertar sobre isso é a própria perícia, o resultado do laudo, que não temos ainda”, afirmou.

A Polícia Civil está ouvindo testemunhas e analisando fotografias e vídeos registrados durante o evento. Segundo Pedro Victor, todas as pessoas envolvidas serão ouvidas. O delegado também mencionou informações sobre o consumo de bebidas alcoólicas em um ambiente considerado de risco, próximo ao rio e durante a noite, ressaltando que as circunstâncias anteriores à morte serão investigadas, independentemente da causa apontada pela perícia.

O delegado explicou ainda que, dependendo das circunstâncias, uma pessoa pode ser responsabilizada caso tenha assumido, direta ou indiretamente, a responsabilidade pela segurança de outra e criado ou aumentado uma situação de risco. “Se você se responsabiliza, lembrando, direta ou indiretamente por alguém, você pode sim ser responsabilizado por um mal causado a essa pessoa se você eventualmente tiver criado um risco a ela”, declarou. A explicação foi apresentada como uma possibilidade jurídica, sem atribuir responsabilidade pela morte a qualquer pessoa.

Outra linha de investigação busca esclarecer se o corpo de Gabriela poderia ter sido levado pelas águas do rio Tapajós desde o local do desaparecimento até a região onde foi encontrado. Para isso, a Polícia Civil pretende ouvir integrantes do Corpo de Bombeiros e especialistas, que deverão avaliar a influência das correntezas e dos ventos, além da compatibilidade do deslocamento com o período em que a jovem permaneceu desaparecida.

Conforme o boletim de ocorrência, Gabriela participava de uma festa com aproximadamente 15 a 20 pessoas na Praia do Meio, em frente à orla de Itaituba. Ela estava no local desde aproximadamente 17h de sábado (31). Entre 23h20 e 23h30, os participantes perceberam sua ausência e iniciaram buscas nas proximidades, mas não conseguiram localizá-la.

Após as buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros, o corpo da jovem foi encontrado na manhã de terça-feira (3), nas proximidades da comunidade de Barreiras, e removido pelas equipes de resgate. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte.

Fonte: Giro Portal