Nesta segunda-feira (9), deputados e senadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi entregue ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem a responsabilidade de decidir sobre o andamento do processo.
Entre as acusações, os congressistas afirmam que Moraes forjou provas, limitou a liberdade de expressão e abusou de seu poder para perseguir opositores políticos, justificando a instauração do processo por suposto crime de responsabilidade.
O pedido de impeachment foi apresentado pelo deputado Gustavo Gayer (PL-GO), com apoio de outros 151 deputados. No entanto, senadores da mesma base optaram por não assinar o documento, temendo que isso possa interferir em um possível julgamento de Moraes no Senado. A ação ocorre dois dias após uma manifestação na Avenida Paulista, onde Bolsonaro e seus apoiadores criticaram publicamente o ministro.
Além do pedido de impeachment, a oposição bolsonarista trabalha para pressionar o Congresso, propondo uma obstrução nas votações de projetos. Simultaneamente, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o grupo busca aprovar um projeto de lei que visa anistiar os detidos pelos ataques de 8 de Janeiro, os quais são classificados como "presos políticos" pelos apoiadores do ex-presidente.