Com a grande repercussão do caso do senhor João Celso, divulgado pelo Giro, que vive em situação precária no bairro Floresta em Itaituba, o psicólogo Silvio Jadão, que faz parte do CREAS, representando também a SEMDAS, enviou uma nota de esclarecimento ao Giro explicando a real situação do idoso. Leia na íntegra:
"Precisamos esclarecer algumas situações. Porque quando sai uma notícia assim, de uma pessoa abandonada, passando necessidade, a população se revolta contra os setores públicos, principalmente a Semdas e o Creas, pois somos responsáveis por abordagem de rua. E nesse do Senhor Celso, ele já recebeu o atendimento de varias órgãos da assistência, já lhe foi oferecido abrigo, o mesmo já teve abrigado e tudo mais. Só que o mesmo tem uma personalidade forte difícil de lidar, o qual não gosta de seguir regras, normas e lei. Além de possuir problemas com álcool.
Sempre trata os técnicos com arrogância, agressividade e falta de respeito. Desta forma fica quase impossível de lhe dar o suporte necessário. Ele recebe um benéfico e administra mal seu dinheiro, no entanto que a única ajuda que ele aceita é financeira, alimentícia ou material.
Estamos tentando garantir seu direito de alguma forma, mas não podemos obrigá-lo a aceitar os suportes que podemos oferecer, nossa instituição garante o direito a qualquer cidadão de ir e vim, mas não podemos obrigá-lo a nada. Ele ainda está ciente, mas sua saúde está muito debilitada. Solicitamos a visita da equipe de saúde lá.
Ouvimos também um jovem vizinho Dennefher Augusto Costa da Silva, que já o acolheu em sua residência, mas pelo uso abusivo do álcool e falta de compromisso do seu João Celso em administrar seu dinheiro, não foi mais possível abrigá-lo, sendo que o próprio João Celso não aguentou mais ficar também na residência. Enfim, são muitas situações."
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