Dois grupos indígenas antagônicos fazem atos na Praça dos Três Poderes na manhã desta segunda-feira (19), data em que se celebra o Dia do Índio.
Um dos grupos, que se posiciona em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), é composto por indígenas da etnia Munduruku de Jacareacanga, que apoiam o governo federal. Eles defendem a mineração em terras indígenas e criticam Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam contra a exploração mineral em solo indígena.
Eles afirmam que estão em busca de diversas melhorias de saúde, educação e desenvolvimento, e também defendem o Projeto de Lei (PL) 191/2020, que pretende legalizar o garimpo em terras indígenas. Uma comitiva, que se reuniu hoje com o Presidente Bolsonaro, é acompanhada pelo Drº Fernando Brandão, advogado da Etnia Munduruku,

Drº Fernando Brandão é o advogado da Etnia Munduruku e acompanha a comitiva em Brasília. (Foto: Reprodução)
Em nota de esclarecimento divulgada na manhã desta segunda-feira (19), a Diretoria da Associação Indígena Pusuru apresentou alguns justificativas que os levaram à Brasília. Leia aqui .
O segundo grupo, organizado no outro extremo da praça, em frente ao Palácio do Planalto, pede a demarcação das terras indígenas e se manifesta contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), alegando que a saúde indígena está abandonada no momento mais grave da pandemia de Covid-19.

(Foto: Reprodução)
Eles também criticam o agronegócio e a mineração em terras indígenas e se manifestam contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que delega exclusivamente ao Congresso Nacional o dever de demarcação de territórios indígenas e quilombolas, bem como a ratificação de um terreno já aprovado.