Mulheres indígenas e MPF pedem apoio para reconstrução de casas incendiadas em Jacareacanga

Nesta quarta-feira (26), moradias da coordenadora da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn e de seus familiares foram queimadas por grupo pró-garimpo.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução
Moradias da coordenadora e de seus familiares foram queimadas.

Uma associação de mulheres indígenas contrárias à mineração ilegal e o Ministério Público Federal (MPF) lançaram nesta sexta-feira (28) campanha de arrecadação de recursos para a reconstrução das casas das famílias da coordenadora da associação, localizadas em Jacareacanga.

As moradias foram incendiadas na última quarta-feira (26) por grupo favorável ao garimpo em terras indígenas , como retaliação contra operação de forças federais, que tinha como objetivo coibir esse crime em território Munduruku.

Uma das casa incendiadas. (Foto: Reprodução)

Os incendiários destruíram completamente uma das casas da família e parcialmente outra. Nas moradias, localizadas na Aldeia Fazenda Tapajós, viviam 19 pessoas.

As doações em dinheiro podem ser transferidas para o pix, de chave tipo e-mail: laysamazonia@gmail.com, em nome de Lays Branco Uchôa. Por segurança, a Associação das Mulheres Munduruku prefere que as doações sejam enviadas a uma apoiadora da associação e não diretamente para a conta corrente da coordenadora da entidade, para evitar a divulgação de dados pessoais, como o CPF.

Os ataques aconteceram na quarta-feira. (Foto: Reprodução)

Na quinta-feira (27), o MPF enviou uma série de ofícios para autoridades federais e estaduais requisitando reforço na segurança pública na região de Jacareacanga e proteção para lideranças indígenas ameaçadas por garimpeiros.

Os ataques ocorreram no momento em que equipes de forças federais estavam na região em operação contra o garimpo. A própria Polícia Federal (PF) chegou a ser atacada, com tentativa de invasão na base de operações. Mesmo com a escalada de violência, as forças federais e estaduais se retiraram da região ainda na quinta-feira.

Fonte: Portal Giro com informações da MPF