Na manhã desta segunda-feira (13), a proprietária de uma moto Honda Biz, ao chegar no estacionamento de um supermercado da cidade em seu veículo, se deparou com uma outra moto com placa idêntica, além de ter a mesma cor e modelo da sua. A mulher imediatamente entrou em contato com a polícia e denunciou a situação.
A moto, em tese, com placa clonada, estava sob posse de uma outra mulher, que em sua versão, para a policia, alegou desconhecer que o veículo estava nesta situação.
Segundo a proprietária da moto, a motocicleta de placa adulterada teria sido comprada há 6 meses, pelo valor de 4 mil reais, ela responderá por receptação culposa, tendo em vista que nega a adulteração do veículo. "Se ela confessasse seria autuada pelo crime 311, do código penal, que seria alteração de veículo automotor, como ela nega, ela diz que comprou o veículo, e realmente ele apresentou a testemunha de que ela comprou esse veículo, ela foi autuada em receptação culposa, em razão dela ter faltado com os cuidados necessários", afirma o delegado de plantão, Marcelo Diniz.
O veículo encontra-se apreendido na 19ª seccional, e agora a polícia investiga quem teria feito a alteração da placa. O antigo dono da moto foi localizado, mas também alegou que comprou a mesma de um terceiro.
Chamou atenção o fato da dona da moto de placa verdadeira relatar que teve o documento do veículo furtado pouco tempo atrás, ou seja, quem fez a adulteração tinha o documento da moto original.
Saiba como evitar esse tipo de situação
O delegado também falou ao Giro, como a compradora poderia evitar esse tipo de situação. Ao comprar um veículo, o tramite correto de transferência de veículo é pegar o documento de transferência, ir junto ao DETRAN, fazer vistoria, e transferir o documento para o nome do novo proprietário.
"Fazendo isso a pessoa não vai correr risco nenhum de se ver respondendo um processo de receptação culposa, ou de adulteração de identificador de veículo. O que acontece muito aqui, é que o pessoal pega o dinheiro, entrega a motocicleta, e o coprador não vai checar dado nenhum. Essa motocicleta, por exemplo, uma simples checagem no chassi dela iria mostrar que a placa estava adulterada. Foi uma falta de cuidado que a compradora devia ter tomado", acrescenta o delegado.