Morre menino de 7 anos vítima de envenenamento no PI; irmão de 8 anos segue internado

Morreu na quarta-feira (28), no Hospital de Urgência de Teresina, João Miguel da Silva, internado por envenenamento desde domingo (25). Ele e seu irmão de 8 anos estavam em estado grave desde sexta-feira (23). A vizinha da família, suspeita de envenená-los, foi presa, e vizinhos atearam fogo em sua residência.

Por Portal Giro

João Miguel da Silva, de 7 anos, faleceu nesta quarta-feira, no HUT, após ter sido internado com sintomas de envenenamento desde domingo (25). Ele e seu irmão de 8 anos foram envenenados e estavam em estado grave desde sexta-feira (23). O irmão mais velho permanece hospitalizado em estado crítico. Lucélia Maria da Conceição Silva, vizinha das vítimas, foi presa e teve sua prisão preventiva decretada. Ela negou as acusações ao chegar à Central de Flagrantes, mas a polícia encontrou veneno em sua casa, onde também havia um cajueiro.

Os meninos foram inicialmente internados no Hospital Nossa Senhora de Fátima, anexo do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) em Parnaíba, e transportados para Teresina em uma aeronave do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O hospital realizou exames para determinar a substância que envenenou as crianças, mas os resultados ainda não foram divulgados.

Na decisão que converteu a prisão em flagrante de Lucélia em preventiva, o juiz Marcos Antônio Moura Mendes apontou que a materialidade do crime foi demonstrada, e há indícios de autoria, como:

Veneno encontrado na residência da suspeita;

Cajueiro em frutificação no quintal da casa dela;

Histórico de agressões a crianças, conforme relatos de vizinhos.

Durante as buscas em sua residência, Lucélia indicou o local onde o veneno estava guardado. A polícia encontrou embalagens de uma substância suspeita de ser estricnina, conhecida como "chumbinho", sob uma cômoda. O material ainda está sendo analisado, mas pode causar convulsões, contrações musculares e falência respiratória. Lucélia afirmou que usava o veneno para matar ratos. O veneno e uma sacola com cajus foram apreendidos e enviados para análise no Instituto de Criminalística. A suspeita está presa na Penitenciária Mista da cidade.

Francisca, mãe das crianças, contou que seu filho mais novo começou a se sentir mal após comer o caju e disse que estava tonto. Ela o segurou e percebeu que ele estava roxo, com a língua preta, babando e vomitando. Pouco depois, o irmão mais velho também passou mal e foi levado ao hospital pelo tio. Francisca afirmou não ter relação com a vizinha suspeita do crime.

Testemunhas relataram que Lucélia tinha desentendimentos frequentes com vizinhos e que animais na área costumavam aparecer envenenados e mortos. Revoltados com a situação, moradores incendiaram a casa da suspeita após sua prisão, mesmo com uma viatura da Polícia Militar no local para evitar danos.

A Polícia Civil continua investigando o caso e realizou buscas na residência de Lucélia, apreendendo frascos suspeitos que estão sendo analisados para identificar possíveis substâncias tóxicas. A polícia também destacou o histórico criminoso da investigada, que já era investigada por outros crimes na região.

Fonte: G1