Moradores relatam mortes de animais após vacinação antirrábica em Itaituba

Ao Portal Giro, o Coordenador de Zoonoses afirmou que o setor não recebeu nenhuma reclamação sobre a morte de animais, e que para afirmar que as mortes tem relação com a vacina teria que ser feito uma análise dos casos, uma vez que as vacinas usadas na campanha são as mesmas em todo o Brasil.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

Em Itaituba, sudoeste do Pará, após a realização do dia “D” da campanha de vacinação antirrábica ocorrida no último sábado, dia 21 de outubro, surgiram relatos de tutores alegando que seus animais apresentaram mal-estar, e em alguns casos, vieram a óbito, após receberem a vacina.

Uma tutora, que preferiu não se identificar, relatou o ocorrido com seu animal: “Minha cachorra tomou vacina e, na volta pra casa, passou mal e infelizmente veio a óbito. Não sei o que houve, nem a veterinária soube me dizer. Porém, é muito estranho depois da vacina acontecer isso. Eu conheço outra pessoa que aconteceu a mesma coisa”.

Outros casos semelhantes também foram relatados, aumentando a preocupação dos tutores e gerando questionamentos sobre a qualidade e segurança da vacina aplicada.

A equipe de reportagem do Portal Giro buscou esclarecimentos junto ao setor de zoonoses do município. Segundo o Coordenador do setor, Delano Mourão, até o momento eles não receberam nenhuma informação oficial sobre a morte de animais em decorrência da vacina.

Mourão afirmou que o questionamento que recebemos foi sobre um animal que ficou com dores, o que é considerado uma reação comum à vacina, que pode gerar algumas reações. Tive informação apenas de dois animais que sentiram dor, mas que já estão melhores.

O Coordenador ainda ressaltou que é preciso cautela antes de relacionar diretamente a morte dos animais com a vacinação. Mourão lembrou que problemas semelhantes com a vacina ocorreram há cerca de 15 ou 16 anos, mas foram registrados a nível nacional, dado que é a mesma vacina aplicada em todo o Brasil.

"Tem uma situação que acontece muito: o animal está doente e o tutor o leva para vacinar [...]. Se o animal já está acometido por outra doença, a vacinação pode sobrecarregar seu sistema imunológico, comprometendo sua recuperação", explicou.

Ele reforçou que, para confirmar qualquer relação entre a vacina e os óbitos, seria necessária uma análise detalhada. "Só fazendo um estudo para chegar a essa conclusão", disse. Mourão ainda destacou que, considerando que não houve relatos de problemas a nível nacional com a vacina, a probabilidade de o imunizante ser a causa dos óbitos é baixa.

Por fim, o Coordenador do setor de zoonoses orientou que tutores que tenham enfrentado problemas após a vacinação procurem a coordenação, localizada na Secretaria Municipal de Saúde, para relatar o caso. Assim, será possível realizar uma análise mais aprofundada e esclarecer as dúvidas da população.

Fonte: Giro Portal