Quem reside no Trairão vive uma realidade recorrente no estado do Pará, referente ao fornecimento de energia elétrica. Nos últimos dias, a falta de energia elétrica em alguns bairros, até mesmo na cidade inteira, tem sido frequente, principalmente no período do inverno devido as chuvas.
A problemática vem gerando transtornos para a população, que reclama das dificuldades enfrentadas, especialmente no período da noite. As famílias que possuem filhos pequenos relataram o sofrimento de uma noite sem dormir com o calor e incômodo das “muriçocas”, reflexo da impossibilidade de utilizar ventiladores para amenizar o desconforto.
Para o comércio local a falta de energia também é um problema sério, pois os prejuízos são grandes e, em alguns casos, provoca o fechamento dos empreendimentos e torna-se um empecilho para quem quer investir na cidade.
A empresária Noemia Machado Rocha, proprietária de Salão de beleza, afirmou que “infelizmente a nossa energia elétrica não é confiável, sem falar no valor exorbitante no final do mês, sofro muito com essa questão de energia no Trairão até porque os procedimentos que realizamos depende quase que 100% da energia”, disse ainda que inúmeras vezes iniciou alguns procedimentos e não finalizou por interrupção no fornecimento de energia, sem contar com as ocasiões em que os aparelhos queimaram.
Para os empresários que possuem gerador de energia elétrica a situação não é tão confortável, pois, ainda que seja suprida a carência de energia, os custeios com a aquisição e manutenção do equipamento são altos, como expressou Arilson Almeida, proprietário de uma sorveteria, “gastei sete mil reais para comprar o gerador e ainda gasto periodicamente com a manutenção que também não é barata, todo esse dinheiro poderia estar sendo investindo em outras coisas”.
Vale ressaltar ainda a problemática do fornecimento ilegal para os novos bairros do município, as famosas “gambiarras”, feitas ilegalmente para os consumidores não pagarem energia. Dessa forma, alguns consumidores que pagam a energia consideram uma enorme injustiça desembolsar mensalmente um valor alto para custear o consumo enquanto outros não fazem e utilizam o mesmo serviço.
Os cidadãos, residentes de bairros onde a energia não foi regularizada, sustentam estarem nessa condição não por escolha, mas pela incapacidade das instituições competentes de atender a demanda. Afirmam ainda ser pior por não poderem reclamar quando prejuízos acontecem, já que o serviço usado é ilegal.
Por todas as situações descritas, é evidente que a qualidade do serviço prestado pela Celpa é um dos condicionantes para o conforto dos lares do cidadão trairense, assim como requisito essencial para o bom funcionamento dos empreendimentos instalados e dos futuros estabelecimentos, cabendo à empresa o cumprimento das necessidades dos clientes.
O Giro procurou a Celpa e aguarda um posicionamento sobre o tema.