Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (14) pelo jornal Folha de S. Paulo trouxe à tona questões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o jornal, mensagens trocadas por assessores de Moraes indicam que o gabinete do ministro teria escolhido alvos para investigações e solicitado ações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem seguir os procedimentos formais. As mensagens sugerem que o setor de combate à desinformação do TSE, presidido por Moraes na época, foi utilizado como um "braço investigativo" do ministro.
As mensagens atribuídas a três assessores de Moraes: Airton Vieira, Marco Antônio Vargas e Eduardo Tagliaferro, revelam um suposto fluxo de informações entre o STF e o TSE. Em uma das conversas, um assessor sugere a desmonetização de revistas com viés conservador, enquanto outra mensagem detalha a produção de relatórios sobre figuras públicas associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o deputado Eduardo Bolsonaro. Esses relatórios, segundo a Folha, teriam sido usados em investigações do STF, incluindo os inquéritos das fake news e das milícias digitais.
Em resposta, o gabinete de Alexandre de Moraes divulgou uma nota afirmando que todos os procedimentos foram realizados de maneira oficial e dentro dos trâmites legais. A nota destacou que as ações faziam parte das investigações conduzidas no STF e que os relatórios do TSE estavam vinculados ao exercício do poder de polícia para combater a desinformação e proteger a democracia. Segundo o gabinete, todos os documentos estão devidamente registrados e foram compartilhados com a Procuradoria Geral da República.