Nesta segunda-feira (02), a Secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (SEMAS) voltou a suspender a Licença Ambiental da Mineradora Serabi Gold, que mantêm duas minas de exploração de ouro ativas na região garimpeira de Itaituba, a Mina Palito e a Mina São Chico. Segundo o documento, o motivo da suspenção é falta de esclarecimentos sobre os rejeitos de mineração na barragem da empresa.
De acordo com a Semas, os rejeitos podem apresentar algumas características que o órgão ambiental vem requerendo por dois anos, mas que a empresa de mineração ainda não apresentou os dados. Em outubro de 2019, a empresa já havia tido a licença suspensa.
A notificação emitida pela Semas envolvendo as duas minas da Serabi. O órgão ambiental pede que a empresa de mineração esclarece se o rejeito apresenta Cianeto - reagente químico utilizado no beneficiamento do minério de ouro -, e se tiver, o que a empresa está fazendo para reduzir a ocorrência e assim impedir o contato com os igarapés e rios da região, os quais são usados pelos moradores da comunidade Jardim do Ouro.
“É uma pena que a maior empresa da nossa região, tão importante para geração de empregos e impostos tenha uma postura destas. Queremos a Serabi funcionando, mas queremos também que ela obedeça a todas às leis ambientais. A Serabi não pode se comportar como um garimpo ilegal. Não podemos permitir que Itaituba viva o que Brumadinho viveu”, disse uma importante liderança política de Itaituba.
Contraponto
Em nota, a Serabi Mineração informou que recebeu a notificação de suspensão de uma de suas licenças no dia 02 de agosto e que está diligenciando para esclarecer e superar este problema. A Serabi informa ainda que os fatos que levaram à suspensão não causam quaisquer risco ao Meio Ambiente ou aos seus colaboradores, bem como às comunidades do entorno do empreendimento, em especial a Comunidade Jardim do Ouro.
Histórico
Em outubro de 2019, a Serabi Mineração já havia tido sua Licença Ambiental suspensa e pelo mesmo motivo. Na época, foi firmado um Acordo de Compromisso Ambiental entre a Semas e a empresa, e a suspensão durou 7 dias. À época houve uma advertência para que a empresa reforçasse as bacias 14/15, para que a área fosse destinada ao empilhamento de disposição a seco, o que segundo a Semas já ocorria.