Militares de Itaituba participaram de ajuda humanitária em Pacaraima, RR

Oito militares do 53 BIS estiveram na missão que durou cerca de 120 dias, um deles recebeu até homenagem de uma mãe venezuelana.

Por Portal Giro

Tenente Burno Ribeiro, do 53 BIS, e bebê batizado com o seu nome.

Quatro mil venezuelanos, que entraram no Brasil pela fronteira com Roraima fugindo da crise econômica de seu país, já foram atendidos pela operação Batizada de "Acolhida", principalmente na capital, Boa Vista, e na cidade de Pacaraima.

A força-tarefa do Exército que tem por objetivo prestar atendimento humanitário aos nossos vizinhos, atualmente tem feito muito mais do que somente acolher os refugiados. O comando Militar do Norte enviou militares de diversos quartéis da região. Dentre eles, oito militares do 53º BIS, de Itaituba, (Tenente Bruno Ribeiro, Sgt Ideglan, Sgt Nilson, Sd Ivan, Sd Luz Alves, Sd Leilson, Sd Pich e Sd Assis), estiveram nesta missão que durou cerca de cento e vinte dias, num convívio diário com os refugiados, na fronteira com o país vizinho.

A missão consistia em recepcionar, prover alimentação, abrigo e saúde para os refugiados. Dividindo, histórias, sonhos, medos e até um momento especial: o nascimento de um bebê.

Uma jovem venezuelana entrou em trabalho de parto em Pacaraima e foi evacuada para o Hospital de Boa Vista. O bebê foi batizado de Bruno, em homenagem ao tenente Bruno Ribeiro, do 53º BIS – Itaituba, responsável pela coordenação e controle do centro de recepção e documentação na cidade.

Tenente Burno Ribeiro, do 53 BIS, e bebê batizado com o seu nome.

O fato teve repercussão no Instagram oficial de uma importante entidade das Américas.

A família, que já tinha outro menino, decidiu homenagear Bruno por conta do acolhimento e atenção que receberam por parte dos militares brasileiros. Em especial do Tenente Bruno que, fez um pequeno enxoval para o bebê ao ir visitar a família no Hospital.

O filho mais velho do casal, hoje, sonha em ser militar e seguir os passos daqueles que estenderam a mão para a nação vizinha, que passa por momentos críticos em sua economia e política.

Perguntados sobre o que eles trazem na bagagem depois de viverem uma experiência como esta, nos disseram que olham a vida com outros olhos, valorizando mais a família e as pequenas coisas.

O Tenente Bruno nos relatou que muitas vezes precisou chorar escondido ao presenciar situações difíceis, apesar de todo treinamento que recebem. “Eu sou pai de família. E ver essas coisas, todos os dias, acaba emocionando a gente.” Desabafa.

Segundo o Soldado Leilson, natural de Itaituba, foi uma satisfação muito grande participar da missão. Uma experiência única. "Muita vulnerabilidade do pessoal de lá. Muita gente necessitada de lugar pra dormir, de coisa pra comer. Muita criança precisando de leite pra tomar. Criança, praticamente, recém-nascida... Seu eu tiver oportunidade, irei novamente. Porque é algo que a gente sente, de amor ao próximo. A gente tenta se colocar no lugar deles. Independente de serem de outro país, são seres humanos." Completou.

Posto de Identificação em Pacaraima.

Atualmente, existem nove abrigos humanitários, sendo um em Pacaraima e oito em Boa Vista. A gestão dentro dos abrigos fica a cargo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), das Organizações não governamentais Fraternidade sem Fronteiras e Fraternidade - Federação Humanitária Internacional, além de outros parceiros. Coube às Forças Armadas realizar a recuperação de abrigos existentes e construção de novos. Além disso, os militares prestam apoio logístico, assistência médica, segurança e fornecem a alimentação.

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Fonte: Giro Portal