A Lei nº 14.019/2020 publicada no dia 7 de Junho de 2020, no Diário Oficial da União. Obriga o uso de máscaras, que podem ser artesanais ou industriais. A obrigatoriedade do uso da proteção facial engloba vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como em táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.Um dos itens que continua sendo essencial para evitar a propagação do novo coronavírus é o uso das máscaras de proteção facial. E não basta apenas utilizá-las de qualquer maneira; é preciso estar atento à forma correta de emprego, manuseio, descarte e higienização, quando estas forem reutilizáveis.
Em Itaituba, o uso do equipamento de proteção facial é obrigatório desde de 15 de abril , período em que o município passava por um grande combate a propagação da Covid-19, doença disseminada pelo novo coronavírus. Durante esse tempo, houve uma dura fiscalização para que a lei fosse executada come êxito dentro do território municipal, seja em locais públicos ou privados. Vale lembrar que o governo federal também sancionou uma lei para que a população pudesse sair de casa apenas com máscara de proteção facial.

Supermercado Milhomem trabalha a conscientização da prevenção à covid-19. (Foto: Reprodução)
Agora, após seis meses da lei municipal, os itaitubenses parecem estar acomodados com a doença e poucos fazem questão de frequentar locais públicos e privados fazendo o uso da máscara, isso porque, ocorreu nesse meio tempo, uma flexibilização das medidas de proteção e prevenção ao novo coronavírus. Enquanto isso, nas últimas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), vem registrando novos casos de covid-19, incluindo novos óbitos em decorrência da doença, no município de Itaituba.
Em um dos maiores supermercados da cidade, o Milhomem, a prevenção e conscientização para que as pessoas façam o uso da proteção facial, ainda é constante. Mesmo assim, há quem ainda tenta frequentar o estabelecimento comercial sem a devida proteção, relata Eduardo Alencar, um dos colaboradores do supermercado Milhomem:
"Aqui no supermercado nós cobramos as medidas para os clientes, só entra no mercado se estiver usando máscara, pois queremos zelar a saúde dos nossos colaboradores. E quando exigimos o uso de máscara, muitos falam que a doença já acabou", informou.

Supermercado Milhomem (Foto: Reprodução)
Na porta de entrada do supermercado, existe uma placa informado a necessidade do cliente usar a máscara e evitar a contaminação pela doença. Além disso, ainda há uma pia com água e sabão para que se possa fazer a higienização das mãos, evitando a propagação da covid-19 entre clientes e funcionários.
Eduardo afirmou ao Giro, que apesar das medidas do supermercado, ainda sim as pessoas não obedecerem a lei. Ele pede o retorno intensivo das fiscalizações por parte do Setor de Vigilância Epidemiológica, veiculado a SEMSA.
"A doença ainda não acabou e cobramos as medidas de proteção e, apelamos para que outros comerciantes comecem a exigir também. No começo de tudo, sempre viam fiscalizar, adotamos todos os meios de prevenção, como o uso do álcool, uso de máscaras e face shield nas funcionárias dos caixas. Mas depois, não continuaram com a visitas."
Embora a Secretaria Municipal de Saúde garanta que realiza, junto com os órgãos estaduais e municipais, ações de fiscalização e orientação, inclusive, nos locais onde são registrados os maiores índices de ocorrências, ainda é possível flagrar aglomerações e o desrespeito ao uso de máscaras de proteção em vários locais.
USO OBRIGATÓRIO DA MÁSCARA
A Lei nº 14.019/2020 publicada no dia 7 de Junho de 2020, no Diário Oficial da União. Obriga o uso de máscaras, que podem ser artesanais ou industriais. A obrigatoriedade do uso da proteção facial engloba vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como em táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.
CASOS DE COVID-19
Conforme o Boletim, agora Itaituba tem 6.655 casos confirmados, sendo que 735 estão em isolamento domiciliar e 6 estão hospitalizados. Existem também 5.800 já recuperadas da doença. Atualmente, cinco pessoas esperam resultado de exames e outras 1.610 são suspeitas de terem contraído o vírus.