Justiça Eleitoral suspende perfil de Pablo Marçal no Instagram após indícios de falsificação de laudo

O perfil foi suspenso neste sábado (5) após o candidato do PRTB divulgar, na última sexta-feira (4), um suposto laudo que indicaria consumo de cocaína por seu adversário na disputa, Guilherme Boulos (PSOL). A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral suspendeu, neste sábado (5), o perfil no Instagram do candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB), após ele divulgar um suposto laudo que acusaria seu adversário Guilherme Boulos (PSOL) de consumo de cocaína. A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Capez, que determinou a retirada do perfil do ar em até duas horas após a sentença.

Por volta das 16h, o perfil de Marçal já não estava mais acessível na plataforma. A conta deverá permanecer suspensa por 48 horas, tanto para os usuários quanto para o próprio candidato.

A ação foi motivada por uma denúncia feita por Boulos, que apontou indícios de falsificação do documento divulgado por Marçal. Além de solicitar a suspensão do post, Boulos acionou a Justiça Eleitoral, que atendeu à sua solicitação. A Polícia Federal também abriu inquérito para investigar a possível falsificação do laudo.

Na decisão, o juiz Capez afirmou que a conta de Marçal vinha sendo utilizada para divulgar informações "infamantes e inverídicas" sobre Boulos, com o objetivo de influenciar o eleitorado nas eleições deste domingo (6).

Outro juiz eleitoral, Rodrigo Marzola Colombini, que já havia ordenado a retirada do post de Marçal na sexta-feira (4), destacou a existência de "plausibilidade nas alegações" que sugerem a falsidade do documento. Entre os indícios apontados estão a proximidade entre Marçal e o dono da clínica responsável pelo laudo, além do fato de o médico que supostamente assinou o documento já estar falecido. A divulgação do laudo, feita pouco antes das eleições, também foi considerada como uma tentativa de interferir no processo eleitoral.

O caso segue em investigação pela Polícia Federal.

Fonte: Giro Portal