​Jovem cantor de Itaituba fala da dificuldade após 3 meses sem a principal fonte de renda

Longe dos palcos devido à pandemia, Petrik Willians relata que começou a trabalhar como entregador de comida para se manter.

Por Portal Giro

Foto: Reprodução/ Instagram
Petrik Willians

A pandemia causada pelo novo coronavírus alterou velozmente as rotinas de pessoas nos quatro cantos do planeta. A crise tem fez países inteiros se trancarem ‘em casa’ num esforço coletivo para frear a disseminação do vírus. Com isso, as mais diferentes atividades foram paralisadas nesse meio tempo, e na área cultural não foi diferente.

Patrick Meireles Veras da Silva, conhecido Petrik Willians , nome artístico, é um jovem cantor de sertanejo que se apresenta em bares, boates e festas particulares em Itaituba. Com três anos de profissão, ele vive da música e fazia cerca de 16 shows por mês e empregava cerca de 6 músicos. Porém, devido à pandemia do novo coronavírus, os eventos foram cancelados, desde o mês de março, e não há previsão para o retorno aos palcos. Petrik precisou se reinventar e, para não ficar sem dinheiro neste período longe da música, decidiu arriscar e se expor ao vírus, para realizar serviço de delivery.

"Quando apareceu a pandemia, formou os primeiros profissionais a parar de trabalhar, por conta da aglomeração de pessoas. Faz mais de 100 dias que a gente não toca” disse.

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A preocupação do cantor com as contas surgiu após três meses de isolamento social, que havia sido estabelecido pelo decreto do governo. "Iniciei o trabalho com entregas no mês de maio, depois que as contas apertaram, a gente não tinha recursos para pagar as divididas que chegavam, luz, alimentação, etc.”

A alternativa encontrada para suprir a necessidade, foi realizar entregas de lanches e marmitex na cidade. “Faço entregas de segunda a segunda, com folga na terça, sempre pela parte da manhã”. Assim sobrevive Petrik, mesmo em meio a pandemia.

Integrantes da banda e Petrik, em um liva. (Foto: Reprodução)

Esta não é a realidade apenas do jovem Petrik, outros profissionais do ramo de entretenimento também estão parados por conta do fechamento de estabelecimentos, como bares e casas de shows na cidade. Além dos cantores e músicos, outros profissionais passam por situação semelhante, como os garçons, DJs, Promoters, Seguranças, Barmans, e muitos outros que vivem da noite.

Fonte: Giro Portal