O ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro optaram por permanecer em silêncio durante seus depoimentos, na sede da Polícia Federal em Brasília. A sessão realizada nesta quinta-feira (31), apura as investigações sobre a venda ilegal de joias recebidas pelo governo Bolsonaro durante viagens internacionais.
Ao mesmo tempo, também prestaram depoimento o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef; o ex-secretário Fábio Wajngarten; os ex-auxiliares de ordem Mauro Cid, Marcelo Câmara e Osmar Crivelatti; e o general Mauro Lourena Cid. A intenção de ouvir todos simultaneamente era prevenir que os depoentes tivessem conhecimentonto prévio das perguntas e coordenarem suas respostas.
As defesas dos depoentes questionam a competência do Supremo Tribunal Federal em ser relator do caso.
Os advogados querem que o caso seja remetido para a décima sexta Vara da Justiça Federal em Guarulhos.
"Termos em que, reiterando-se que o Peticionário permanece inteiramente à disposição para prestar eventuais esclarecimentos desde que sejam observadas as regras de competência", disse o advogado Eduardo Kuntz em petição ao delegado da PF.
Kuntz declarou que não se trata de silêncio, que os depoentes estão à disposição para dar todo e qualquer esclarecimento para quem for competente.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ironizou a opção do casal Bolsonaro de permanecer em silêncio durante o depoimento à Polícia Federal sobre o caso.
A publicação, feita em uma rede social, não menciona nominalmente a dupla de ex-ocupantes do Planalto, mas ocorre minutos após a confirmação da estratégia adotada pelo ex-presidente e pela ex-primeira-dama. Para Dino, a indicação é de culpa no caso.