A União Municipal dos Estudantes (UMES), liderada pelos jovens Nilton Junior e Erick Amaro, está se empenhando para garantir a construção de uma escola de ensino médio cujo obras deveriam ter iniciado há cerca de cinco anos mas que não chegou a sair do papel.
Segundo Nilton, a entidade descobriu que ainda existe uma verba federal de cerca de 6 milhões de reais para a construção dessa instituição de ensino médio no bairro Piracanã, que deveria atender pelo menos 3.500 alunos e seria um prédio de dois andares. O local destinado fica próximo à APAE, porém, o terreno foi invadido e hoje é habitado.
Para garantir a construção da escola a prefeitura deveria disponibilizar um novo terreno ou mesmo reintegrar o atual. A UMES acredita que falta interesse dos representantes políticos.
A grande preocupação dos estudantes é com o prazo que deveria ser cumprido antes que a verba destinada seja cortada, esse prazo se encerraria no ano de 2019, ou seja, em cerca de 6 meses. A verba está disponível desde 2013, segundo consulta da UMES junto a Unidade Regional de Educação (URE).
O Giro tentou contato com o secretário de Educação do município mas sem sucesso.
Câmara municipal negou pedido da entidade para uso da tribuna

Pedido de uso da tribuna negado pela Câmara Municipal
Para expôr este e outros problemas da educação no município, a entidade protocolou um pedido à câmara de vereadores para fazer uso da tribuna. Foi feita uma votação entre os vereadores e por 8 votos CONTRA e 4 a favor foi negado o direito. De acordo com informações apuradas, essa foi a primeira vez que uma entidade foi impedida de utilizar a tribuna após solicitação.
O Giro conversou com dois dos vereadores que votaram a favor, Raimisson e Peninha, eles pensam da mesma forma, qualquer entidade deve ter o direito de usar a tribuna para expor os problemas de uma determinada classe, direito assegurado por lei segundo a resolução municipal nº 005/1.991, que criou a Tribuna Popular. Também votaram a favor Junior Pires e David Salomão.
Para Peninha, aparentemente os vereadores aliados ao governo querem esconder os problemas da educação no município, que certamente seriam expostos pela entidade UMES. Ele também argumentou que a ideia de muitos vereadores era realizar uma reunião com os líderes da entidade, "Foi protocolado o pedido de uso da tribuna e não reunião, claramente a entidade foi impedida de expor os problemas da educação no município."
O Giro não conseguiu contato com nenhum vereador que votou contrário ao pedido.
Leia mais sobre a UMES
A UMES foi fundada em 12 de março de 2010, por seis anos ficou desativada, voltando a atuar no ano de 2016 quando o estudante Nilton Junior recuperou a entidade que desde então vem lutando pelos direitos dos estudantes. Entre as principais luta está a garantia do direito à meia passagem e meia entrada em eventos esportivos e culturais.