Após uma semana, a BR-230, em Itaituba, foi totalmente liberada na noite desta quarta-feira (7). Representantes do movimento indígena que chegaram de Brasília trouxeram notícias que fizeram com que os manifestantes encerrassem o protesto, iniciado no dia 2 deste mês. Os indígenas informaram que, nesta sexta-feira (9), irão se concentrar em frente à sede da Justiça Federal em Itaituba para questionar uma decisão da Justiça. Eles não deram detalhes sobre o motivo pelo qual acabaram o protesto e nem sobre essa decisão judicial.
Essas informações foram divulgadas, na manhã desta quinta-feira (8), pela Polícia Rodoviária Federal. Antes do fim do protesto, os caminhoneiros tinha aderido à paralisação, que teve o apoio dos garimpeiros. E, na noite de terça-feira (6), os caminhoneiros estavam impedindo a passagem de garimpeiros com suprimentos e indígenas até o local da concentração. Os caminhoneiros queriam a liberação total da rodovia e que os indígenas voltassem para as aldeias, acrescentou a PRF.
Na terça-feira (6), e por causa do bloqueio da BR-230, em Itaituba, no sudeste do Pará, a PRF informou que motoristas reclamavam da falta de alimentos e de água. Eles interditaram a BR-230 (Transamazônica), em Campo Verde, distrito de Itaituba.
O bloqueio começou no dia 2 deste mês, quando cerca de 150 indígenas da etnia Munduruku interditaram dois pontos da rodovia – no KM-1105, no sentido Itaituba, e 1110, no sentido Santarém. Eles queriam o fim das operações de fiscalização de órgãos do Governo Federal no combate às atividades de garimpos ilegais, desmatamentos, em áreas indígenas. Essas ações do Ibama têm resultado em multas e destruição de máquinas utilizadas para a realização de atividade de garimpo ilegal, informou a PRF.
Os manifestantes estão pleiteando a legalização dessas atividades , conforme Projeto de Lei de N°191/2020 que autoriza e estabelece critérios para a exploração mineral em reservas indígenas, o qual já está tramitando e vai a votação no Congresso Nacional.
Fonte: O Liberal