Homem que se passava por investigador da Polícia Civil é preso por invasão de dispositivo, divulgação de pornografia e falsa identidade, em Itaituba

Prisão ocorreu na manhã desta quinta (27), durante cumprimento de mandado de prisão preventiva e busca e apreensão. Na ação, foi apreendido um distintivo de investigador da Polícia Civil.

Por Portal Giro

Foto: Fotos: Reprodução/Polícia Civil
Acusado e distintivo apreendido.

Nesta quinta-feira (27), por volta das 10h, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar no município de Itaituba, sudoeste do Pará. O objetivo era prender um homem de 25 anos, identificado pelas iniciais A.F.S, que estava sendo investigado por invasão de dispositivo informático, divulgação de pornografia e falsa identidade.

A investigação foi presidida por um delegado da 19ª Seccional Urbana de Itaituba e consistiu no cumprimento de um mandado de busca e apreensão com acesso telemático e um mandado de prisão preventiva, sob a coordenação da Superintendência Regional do Tapajós.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

De acordo com a polícia, o acusado teria clonado o celular de uma mulher no final de 2022 e obtido fotos e vídeos íntimos, que foram divulgados para pessoas do círculo social da vítima por meio de um perfil no Facebook com o nome de "Tayna Valente". A vítima era ameaçada com a divulgação de todas as suas conversas íntimas, inclusive com a criação de um grupo. Após investigação digital, descobriu-se que o perfil havia sido criado pelo acusado com base nas conexões de IP e criação da conta.

A forma de abordar a vítima era com base na apresentação como investigador da Polícia Civil, inclusive era como o acusado se apresentava nas redes sociais e nas conversas juntadas. No momento da prisão, foram apreendidos um distintivo de investigador da Polícia Civil e um celular iPhone, que passará pela devida perícia.

Material apreendido. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

O delegado responsável pelo caso informou que, em novembro de 2022, a vítima foi à delegacia com um advogado e apresentou a notícia crime. Na ocasião, a vítima informou que começou a perceber que em seu celular havia um dispositivo que estava vinculado e esse dispositivo apresentava algumas fotos do acusado. Pouco tempo depois, três perfis do Facebook entraram em contato com a mulher, a extorquindo e ameaçando divulgar o conteúdo íntimo que estavam no celular seu celular. A polícia monitorou o acusado pelas redes sociais até conseguir contato e o cumprimento do mandado.

O delegado ainda afirma que o acusado vai ser indiciado por três crimes: invasão de dispositivo informático, divulgação de pornografia e falsa identidade. Com penas que podem passar de 10 anos. Para a autoridade policial, o acusado afirmou desconhecer o perfil, mesmo sendo apresentado a investigação digital que foi coletada, e que o homem também usou do direito dele de silêncio. Quanto ao distintivo, o acusado falou que tinha o sonho de ser policial e usava isso como motivação.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

O acusado foi encaminhado para a 19ª Seccional de Polícia Civil para que sejam realizados os procedimentos legais cabíveis.

Fonte: Portal Giro com informações da Polícia Civil