Revoltados com os recorrentes adiamentos da inauguração do hospital regional do Tapajós (HRT) e com a sua baixa capacidade de atendimento inicialmente anunciada pelo governo, um grupo de pessoas da sociedade, incluindo empresários e o vereador Davi Salomão, realizou, na noite desta quinta-feira (25), uma manifestação pacífica em frente ao Hospital, na avenida Marechal Rondon, em Itaituba.

(Foto: Richardson Vieira/Portal Giro)
Todos de preto, os manifestante utilizaram 53 cruzes, que representam o total de mortes pela covid-19 no município, além de aproximadamente 800 velas acesas na frente do hospital, também simbolizando as mortes que ocorrem e que continuarão ocorrendo em Itaituba por falta de uma unidade de saúde de alta complexibilidade, o que deixa a população dependente de vagas em hospitais de Santarém e Belém, que também vivem momentos delicados na saúde pública.

(Foto: Richardson Vieira/Portal Giro)
O empresário e representante de entidades municipais Patrick Sousa, um dos idealizadores da ação, destacou, além da ausência do prefeito municipal, a falta de apoio também da maioria dos vereadores, que não compareceram ao ato realizado e não se manifestam sobre o caso.
Patrick também falou da retirada de equipamentos que chegaram ao Hospital.
"Nós temos a estrutura pronta, e levaram tudo pra lá. Traga de volta! (....) nós queremos emprestar os nossos vereadores, nossos deputados, prefeito, mas devolva os nossos respiradores e faça com que realmente possa funcionar nosso hospital regional." disse Patrick.

(Foto: Richardson Vieira/Portal Giro)
O vereador David Salomão, em conversa com o Giro, relatou que esteve visitando o interior do hospital e garante que a estrutura ainda não está preparada para funcionar e atender a população.
"Equipamentos para UTI ainda não estão aqui. Um representante da IPG declarou que não vai ter UTI neste momento, são ventiladores mecânicos, não atende os critérios da ANVISA." afirmou David.
O vereador citou também o fato de ter questionado o representante do IPG sobre uma possível revisão de contrato, tendo em vista que o governo investiria R$ 51 milhões em seis meses e a capacidade do hospital foi reduzida.
"(...) Se vai diminuir a capacidade de atendimento tem que ser reduzido o valor que vai ser repassado. Ele [o representante do IPG] não soube me dizer, disse que quem respondia por isso era a gerência de outro estado." finalizou David.

(Foto: Richardson Vieira/Portal Giro)