Com o objetivo de proteger àqueles que passam, diariamente, pela Transamazônica, seja praticando exercícios, deslocando-se para o trabalho ou outras necessidades, iniciativa de corredores e ciclistas conquista alteração no projeto inicial da Prefeitura. O projeto atual prevê ciclovia na Rodovia Transamazônica e, futuramente, a implantação de ciclofaixas e ciclorrotas em toda cidade e tem como objetivo final diminuir número de acidentes na Rodovia.

Projeto da rodovia transamazônica.
Rita Leão e Alexandre Santos da Costa decidiram cobrar providências dos gestores da cidade por conta de um grave acidente ocorrido em julho de 2018, na conhecida “curva da morte”, na Rodovia Transamazônica e muitos grupos aderiram à campanha, preocupados, não só com os esportistas, mas também com todas as pessoas que precisam utilizar as bicicletas como meio de transporte na cidade.
O grupo conversou com a Secretaria de Obras, que deu total apoio ao pedido dos cidadãos. Mas, que também salientou que em alguns pontos não seria possível fazer a ciclovia por conta de construções indevidas e estreitamento da Rodovia. O que acaba inviabilizando o projeto em alguns trechos. Nesses trechos, serão feitos estudos para ver qual solução de mobilidade urbana, melhor se aplica.
Para o arquiteto e urbanista Jamichel Soares, algumas soluções que poderiam contribuir para segurança desses usuários no trânsito. “É necessário a construção de ciclovias e calçadas acessíveis, criação de um anel cicloviário, para permitir acesso aos principais pontos da cidade, criação de um manual de construção de calçada, por parte da prefeitura, para padronizar um modelo ideal de calçada para toda a cidade e uma melhor conscientização dos motorista bem como dos ciclista e pedestres.” Salienta o urbanista.
De janeiro a agosto de 2018 os acidentes entre ciclistas e veículos foram somaram 63, no total, incluindo pedestres, foram 195. Veja o gráfico completo:

Gráfico de acidente com ciclistas e pedestres entre janeiro e Agosto de 2018.
“O perigo e o desrespeito com o ciclista são uma constante; ocasionando muitos acidentes. Infelizmente, enquanto não houver uma mudança em relação a isso o numero de vítimas não vai parar de crescer”, desabafa Rita.

Projeto da rodovia transamazônica.
O uso de bicicleta no Brasil ainda é visto como um tímido agente transformador da mobilidade urbana sustentável. A faixa especial para ciclistas permite que eles se transportem em sua própria velocidade, sem a pressão de acompanhar o tráfego. Elas também demonstram que os ciclistas devem adaptar-se às regras de trânsito, integrando-se adequadamente.
Seus benefícios são muitos. Diminui o número de carros nas ruas e, consequentemente, os congestionamentos e os índices de poluição; gera autonomia e facilidade de deslocamento; tem baixíssimo impacto poluidor na construção das vias; aumenta a qualidade de vida dos adeptos; e reduz o stress, dentre outros.