O Ministério da Saúde vai exigir o documento do CPF para dar acesso a uma futura vacina da Covid-19 no país. A ideia será monitorar mais de perto a estratégia de imunização, para mapear eventuais reações adversas, evitar aplicação de vacinas diferentes em uma mesma pessoa, entre outros pontos.
"Se nós não tivermos o controle, o paciente pode tomar uma dose da vacina A, e temos que evitar que ele tome uma segunda dose da vacina B. Ter essa rastreabilidade é muito importante", disse Jacson Venâncio de Barros, diretor do Departamento de Informática do SUS, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (8).
Esta medida dará maior controle sobre a distribuição das vacinas, sendo assim, a pessoa não corre o risco de tomar doses de imunizantes diferentes e, poderá identificar possíveis reações adversas, já que, existem três vacinas possíveis de serem aplicadas.
Ao todo, o Brasil monitora o desenvolvimento de nove vacinas com possibilidade de compra. Quatro estão sendo testadas no país. A previsão é de que a primeira etapa das aplicações seja concluída no primeiro trimestre de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI).