Na tarde desta quinta-feira (27), a equipe do Giro entrevistou Neuza Guedes, gerente do Detran de Itaituba (Departamento de Trânsito do Estado do Pará), que se posicionou acerca das alegações feitas pelo assistente social Cássio J. Rodrigues, que acusou o órgão de reter injustamente seu veículo, um Fiat Toro.
Neuza contou que Cássio foi ao Detran para regularizar o veículo, que é originalmente de outro estado e ainda está no nome da antiga proprietária.
"Ele realmente pagou o IPVA. No entanto, estava faltando o licenciamento. Foi mostrado a ele que ainda havia essa pendência", relata a gerente.
Segundo ela, o processo de regularização para veículos de outro estado é mais complexo e requer que todos os débitos sejam quitados na origem.
"Ele precisa estar todo quitado na origem dele. Todo dia a gente faz isso", disse Neuza, reforçando que este é um procedimento padrão para veículos de outros estados.
Ainda segundo a gerente do Detran, o veículo possui um débito em outra jurisdição de quase 3 mil reais em multas, o que é seria mais um impedimento.
Neuza também esclareceu um ponto relevante sobre a documentação fornecida por Cássio:
"A procuração que ele apresentou não estava reconhecida. Uma procuração não reconhecida para nós não tem valor", argumentou.
A gerente do Detran afirmou que propôs a Cássio que o veículo poderia ser liberado se a proprietária original fosse ao Detran e autorizasse. Porém, ela não autorizou a liberação sem a transferência para o nome dele.