José Garcia Vieira, garimpeiro morto durante uma operação realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) nesta sexta-feira (25), possuía 2 requerimentos de lavra garimpeira.Segundo informações, José Garcia deu entrada nos requerimentos nos anos de 2020 e 2021 para tentar legalizar sua atividade garimpeira. Um dos pedidos foi indeferido (negado) e o outro ainda está ativo (sem decisão favorável ou contrária).
O Deputador Wescley Tomaz utilizou uma de suas redes sociais para criticar a atuação do IBAMA e levantou questões sobre o processo de legalização de garimpos na região.
"José Garcia Vieira, um trabalhador, um garimpeiro, que mora na região há mais de 40 anos, sem nenhum antecedente criminal e com processos de pedido de legalização de garimpo. Ressaltando que onde José Garcia trabalhava não era terra indígena, não era parque nacional e não era floresta nacional. O que eu quero dizer com isso? Era uma área onde o garimpo era possível, onde era permitido. Só não estava legalizado por culpa do governo e das entidades que legalizam os nossos trabalhadores", afirmou o deputado.
O Deputado também expressou sua preocupação sobre o aumento da força que o IBAMA parece estar exercendo. "Será que agora o IBAMA está com autorização para matar?", questionou Tomaz, destacando que a vítima recebeu um tiro nas costas. O parlamentar também enfatizou que os garimpeiros da região sempre buscaram a legalização de suas atividades e nunca foram violentos em operações anteriores.
O caso está sob investigação e dois agentes do IBAMA foram levados à delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO).